Acção de Formação a Distância
PROF2000
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Círculo
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Formando
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Resolução da Tarefa 4 |
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| Euclides
de Alexandria:
|A Vida|
|A Obra|
|As Fontes|
|A Influência de Euclides| Elementos I.1, I.2 e I.3: |Elementos| |I.1| |I.2| |I.3| |I.1.2.3| |Euclides na sala de aula| |
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Como no caso de outros grandes matemáticos Gregos, também para Euclides apenas temos escassos conhecimentos da sua vida e personalidade. A maioria do que sabemos está contido numa passagem de Proclo (411-485 d.C.), que se lhe refere, como segue: Não muito mais novo do que estes (discípulos de Platão) é Euclides, que une os Elementos, coligindo muitos teoremas de Eudoxo (408-355 a.C.) (Eudoxus), aperfeiçoando muitos de Teeteto (417-369 a.C.) (Theaetetus), e trazendo também à demonstração irrefutável as coisas que foram provadas somente um tanto frouxamente por seus antecessores. Este homem viveu na época do primeiro Ptolomeu (323-285 a.C.) (Ptolemy). Arquimedes (287-212 a.C.) (Archimedes), que veio imediatamente depois do primeiro [Ptolomeu], faz menção de Euclides: e, mais, dizem que esse Ptolomeu lhe perguntou uma vez se havia na geometria uma qualquer maneira mais curta do que aquela dos elementos, e ele respondeu que não havia nenhuma estrada real para a geometria. É então mais recente do que os discípulos de Platão, mas mais antigo do que Eratóstenes (276-194 a.C,) (Eratosthenes) e Arquimedes; sendo estes últimos contemporâneos, como Eratóstenes disse algures. Esta passagem mostra que mesmo Proclo não teve conhecimento directo do lugar natal de Euclides ou da data de seu nascimento ou morte. Conclui por dedução. Como Arquimedes viveu imediatamente depois do primeiro Ptolomeu, e Arquimedes menciona Euclides, porquanto há uma anedota entre algum Ptolomeu e Euclides, consequentemente Euclides viveu na época do primeiro Ptolomeu. Podemos então inferir de Proclo que Euclides viveu no período compreendido entre a época dos primeiros discípulos de Platão (427-347 a.C.) e o tempo de Arquimedes. Ora, Platão morreu em 347 a.C., Arquimedes viveu entre 287-212 a.C., Eratóstenes por volta de 284-204 a.C, assim Euclides deve ter vivido por volta de 300 a.C., cuja data está em concordância com o facto de que Ptolomeu reinou de 306 a 283 a.C. O mais provável é que Euclides tenha feito a sua aprendizagem matemática em Atenas com os discípulos de Platão; a maioria dos geómetras que o poderiam ter ensinado eram dessa escola, e ela ficava em Atenas, e ainda porque os escritores mais velhos dos elementos, e os outros matemáticos de cujos trabalhos os Elementos de Euclides dependem, aí viveram e ensinaram. Uma coisa contudo é certa, nomeadamente que Euclides ensinou e fundou uma escola em Alexandria. Isto fica claro numa nota de Papo (290-350 d.C.) sobre Apolónio (262-190 a.C.): "ele passou um longo tempo com os discípulos de Euclides em Alexandria, e foi então que adquiriu o tal hábito do pensamento científico". Fonte: http://www.perseus.tufts.edu/cgi-bin/ptext?doc=Perseus%3Atext%3A1999.01.0086
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Embora se tenham perdido mais de metade dos seus livros, ainda restaram, para felicidade dos séculos vindouros, os treze famosos livros que constituem os Elementos (Stoicheia). Publicados por volta de 300 a.C., aí está contemplada a aritmética, a geometria e a álgebra. Os Elementos são - a seguir à Bíblia - provavelmente, o livro mais reproduzido e estudado na história do mundo ocidental. Foi o texto mais influente de todos os tempos, tão marcante que os sucessores de Euclides o chamavam de "elementador". Esta obra é considerada um dos maiores best-sellers de sempre. Obra admirada pelos matemáticos e filósofos de todos os países e de todos os tempos pela pureza do estilo geométrico e pela concisão luminosa da forma, modelo lógico para todas as ciências físicas pelo rigor das demonstrações e pela maneira como são postas as bases da geometria. São
raros os livros que têm sido tão editados, traduzidos e comentários
como os Elementos de Euclides. Na antiga Grécia, esta obra foi
comentada por Proclo
(411-485), Herão
(c. 10-75) e Simplício
(490-560); na Idade-Média foi traduzida em latim e árabe; após a
descoberta da imprensa, fizeram-se dela numerosas edições em todas as línguas
europeias. A primeira destas edições foi a de Campano
(1220-1296), em latim, publicada em 1482, edição usada por Pedro
Nunes (1502-1578), que a citou numerosas vezes nas suas obras. O trabalho de Euclides é tão vasto que alguns historiadores não acreditavam que fosse obra de um só homem. Os trabalhos matemáticos que chegaram até nós foram inicialmente traduzidos para árabe, depois para latim, e a partir destes dois idiomas para outras línguas europeias. Embora alguns conceitos já fossem conhecidos anteriormente à sua época, o que impossibilita uma análise completa da sua originalidade, pode-se considerar o seu trabalho genial. Ao recolher tudo o que então se conhecia, sistematiza os dados da intuição e substitui imagens concretas por noções abstractas, para poder raciocinar sem qualquer apoio intuitivo. Fonte: http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/seminario/euclides/index.htm
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Nos Elementos, Euclides compilou e sistematizou muitos dos resultados matemáticos mais importantes conhecidos no seu tempo, de autoria diversa e alguns já conhecidos desde há muito tempo. Por isso, Euclides não deve ser considerado o descobridor da totalidade, nem sequer da maioria, dos teoremas ou das teorias que constituem o tratado. Entre esses autores, destacam-se:
Euclides, nos Elementos, reúne num só tratado quatro grandes descobertas do seu passado recente: a teoria das proporções de Eudoxo, a teoria dos irracionais de Teeteto, a teoria dos cinco sólidos regulares, importante na cosmologia de Platão, e a teoria da semelhança de triângulos de Thales de Mileto.
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Desde Platão a Kant, os filósofos viram a geometria euclideana como um tipo especial do conhecimento - perfeitamente certo, independente da experiência, ainda de algum modo útil no mundo. A geometria, então, provou a existência de um tipo de conhecimento incrivelmente poderoso, e os filósofos sentiram-se convidados a aprofundá-lo. Com Euclides, a razão passou a ser coerciva: Qualquer pessoa sensata deve chegar às mesmas conclusões, quer ela queira ou não. Esta ideia mudou o Mundo. Como é que conseguimos falar de coisas que nunca ninguém viu e percebê-las melhor do que os objectos reais do dia a dia? Por que razão a geometria euclidiana ainda é correcta, quando a física aristotélica já morreu há muito? O que sabemos em matemática e como o sabemos? Com o texto em anexo [4], pretende-se dar uma perspectiva histórica da influência de Euclides no mundo ocidental.
Apesar da polémica sobre a vida de Euclides, o reconhecimento da influência dessa personalidade na nossa cultura tem merecido, ao longo dos tempos, a atenção de diversos artistas e povos:
Uma referência mais completa sobre a vida, obras e influência de Euclides no panorama Matemático, pode ser encontrada em: http://www.prof2000.pt/users/amma/af18/t1/t1.htm [4]
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Anexo: Platonismo, formalismo, construtivismo [A] A condição filosófica do matemático [B] O mito de Euclides [C] Fundamentos, achados e perdidos [D]
Um extracto de
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Os matemáticos gregos da idade do ouro da Grécia (460 a.C - 430 a.C.) possuíam um sistema ordenado de geometria plana, em que o princípio da dedução lógica (apagoge), que permitia inferir uma afirmação a partir de outra, tinha sido inteiramente aceite. Era o início da axiomática, como é indicado pelo nome do livro supostamente escrito por Hipócrates, Elementos (Stoicheia), que é o título de todos os tratados axiomáticos gregos, incluindo o de Euclides.[1] Segundo Proclo, os gregos antigos definiam os "elementos" de um estudo dedutivo como os teoremas-mestre, de uso geral e amplo no assunto. Euclides, no livro Os Elementos, tomou como base cinco axiomas e cinco postulados geométricos e tentou deduzir todas as suas quatrocentos e sessenta e cinco proposições dessas dez afirmações. Certamente um dos grandes feitos dos matemáticos gregos antigos foi a criação da forma postulacional de raciocínio. [5] Nos Elementos, após as premissas iniciais aparecem as proposições divididas em dois tipos: os problemas e os teoremas. A proposição I.1 é precisamente um problema:
Para uma referência mais detalhada, consulte a secção Elementos [4].
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O ponto de partida para a actividade apresentada a seguir é uma referência histórica intitulada Um pouco de História, constante no manual INFINITO 10A, Areal Editores, Volume 1, pág. 64. Nesse texto é referido que «o nome de Euclides ficou na História da Ciência, para sempre associado à primeira concepção de Geometria como um conjunto sistematizado e lógico de propriedades. Muitas dessas propriedades eram já usadas anteriormente, de forma dispersa e com objectivos, tanto utilitários como de mero prazer intelectual ou artístico, por outras civilizações (babilónia, egípcia, chinesa); mas Euclides organizou-as de forma lógica e demonstrou-as, tomando como ponto de partida um conjunto reduzido de proposições que toma como verdadeiras sem necessitarem de demonstração e a que se chama axiomas ou postulados». Pretendendo-se que os alunos se apercebam como Euclides organizou essas propriedades de forma lógica e as demonstrou, tomando como ponto de partida um conjunto reduzido de proposições que toma como verdadeiras sem necessitarem de demonstração, deseja-se com esta actividade que os alunos resolvam os três primeiros problemas do Livro I.
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Bibliografia |
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Alguma referência bibliográfica |
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[1] Struik, J. Dirk, História Concisa das Matemáticas, Ciência Aberta, n.º 33, Gradiva, pág 76 [2] http://www-groups.dcs.st-and.ac.uk/~history/Mathematicians/Euclid.html [3] http://www.acmi.net.au/AIC/EUCLID_BIO.html [4] Documento elaborado no âmbito do Círculo de Estudos Episódios da História da Matemática na Antiga Grécia:Trissecção do Ângulo e Duplicação do Cubo [5] http://www.matematica.br/historia/euclides.html [A] Davis, Philip J. e Hersh, Reuben, A Experiência Matemática, Ciência Aberta, n.º 75, pág. 299-301 [B] Davis, Philip J. e Hersh, Reuben, A Experiência Matemática, Ciência Aberta, n.º 75, pág. 3001-302 [C] Davis, Philip J. e Hersh, Reuben, A Experiência Matemática, Ciência Aberta, n.º 75, pág. 303-309 [D] Davis, Philip J. e Hersh, Reuben, A Experiência Matemática, Ciência Aberta, n.º 75, pág. 309-310
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