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Ano
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Secção
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Referência
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2
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1. Introdução
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Como
temas transversais consideram-se as formas de organizar o pensamento e as
actividades de resolução de problemas, as aplicações e a modelação
matemática, aspectos da história da matemática, da comunicação
matemática e da utilização da tecnologia. Não podem nem devem ser localizadas
temporalmente na leccionação e muito menos num determinado ano de
escolaridade, antes devem ser abordadas à medida que forem sendo necessárias
e à medida que for aumentando a compreensão sobre os assuntos em si,
considerando sempre o sentido de oportunidade, as vantagens e as limitações.
Em muitos
aspectos, a organização dos temas e as indicações metodológicas integram
informações sobre a oportunidade de abordar questões de experimentação no
ensino da matemática, de integrar o recurso à tecnologia, de abordar
conceitos de lógica e raciocínio, de incorporar a história da matemática
assim como informações sobre novos tipos de instrumentos de avaliação.
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5
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2.2
Objectivos e competências gerais
Conhecimentos
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Conhecer
aspectos da História da Matemática:
Conhecer
personalidades e aspectos da criação e desenvolvimentos de alguns conceitos
dentro da História da Matemática e sua relação com momentos históricos de
relevância cultural ou social.
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12
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2.4 Sugestões Metodológicas Gerais
Perspectiva Histórico-cultural
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Actividades
com uma perspectiva histórica humanizam o estudo da disciplina,
mostrando a Matemática como ciência em construção e em constante
interacção com outras ciências.
Proporcionam
também excelentes oportunidades para pesquisa de documentação. A informação
sobre a génese e o percurso de um conceito ao longo dos tempos e a sua
relação com o progresso da humanidade pode fomentar, ou aumentar, o interesse
pelo tema em estudo, ao mesmo tempo que constitui uma fonte de cultura.
Segundo D. J. Struik, o autor do livro “História Concisa das Matemáticas”, o
uso da História da Matemática na aula é muito importante porque:
·
satisfaz o desejo de saber como se originaram e
desenvolveram os assuntos em matemática;
·
o estudo dos autores clássicos pode proporcionar grande
satisfação por si só, mas também pode ser útil no ensino e na investigação;
·
ajuda a compreender a nossa herança cultural, não apenas
pelas aplicações que a matemática tem tido, e ainda tem, à astronomia, física
e outras ciências, mas também pela relação que tem tido, e continua a ter,
com campos tão variados como a arte, a religião, a filosofia e os ofícios;
·
oferece um campo de discussão comum com estudantes e
professores de outras áreas;
·
permite temperar o ensino e as conversas com algumas
peripécias.
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13
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2.4.1
Avaliação
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Em particular recomenda-se fortemente que, em cada
período, mais do que um dos elementos de avaliação seja obrigatoriamente
uma redacção matemática (sob a forma de resolução de problemas,
demonstrações, composições/reflexões, projectos, relatórios, notas e reflexões
históricas ou outras) que reforce a importante componente da comunicação
matemática (o trabalho pode ser proveniente de um trabalho individual, de
grupo, de um trabalho de projecto ou outro julgado adequado). No corpo do
programa aparecem muitas referências que poderão propiciar a utilização de
novos instrumentos de avaliação.
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19
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3.
Desenvolvimento do Programa
3.1
Temas Transversais
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O trabalho com aspectos da História da Matemática é
fundamental e deve ser realizado com os mais diversos pretextos. Ao
longo do programa dão-se algumas pistas para esse trabalho, que amplia a
compreensão dos assuntos matemáticos com os dados da sua génese e evolução ao
longo do tempo.
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20
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3.
Desenvolvimento do Programa
3.1 Temas
Transversais
História da Matemática – Indicações Metodológicas
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A utilização de exemplos históricos ou a referência
à evolução de conceitos matemáticos ajudará os estudantes a apreciar o
contributo da Matemática para a compreensão e resolução de problemas do Homem
através do tempo. Algumas situações sugeridas: polinómios em Pedro
Nunes, história do Cálculo Diferencial, história dos números
complexos. Nas
brochuras de apoio ao programa podem ser encontrados muitos exemplos
interessantes: origens da geometria (Geometria 10o, pg 34-39),
evolução das máquinas de calcular (Funções 10o, pg
28), função
logarítmica (Funções 12o, pg 60-62), a régua de cálculo (Funções
12o, pg 66-69), história do teorema fundamental da álgebra
(Trigonometria e números complexos, pg 79-84), etc.
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Bibliografia
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Oliveira,
P. (2000). Brevíssima História dos Números
Complexos. História da Matemática
- Cadernos do GTHEM - 2 APM. Lisboa: APM.
A
história dos complexos é uma referência obrigatória para a leccionação do
tema.
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Bibliografia
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Struik,
D. História Concisa das
Matemáticas. Lisboa: Gradiva.
Este
livro é uma referência clássica na História da Matemática, recomendando-se
a segunda edição por conter um anexo relativo à História da Matemática em
Portugal.
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Bibliografia
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Veloso,
Eduardo (1998). Geometria - Temas actuais – Materiais para professores
Col.
”Desenvolvimento curricular no Ensino Secundário”, vol. 11. Lisboa: Instituto
de Inovação Educacional
Este
texto é uma ferramenta indispensável para qualquer pessoa que queira ensinar
seriamente Geometria em Portugal. É uma obra que cobre inúmeros temas de
Geometria elementar (e menos elementar) e contém um manancial de sugestões de
trabalho para abordar os diferentes aspectos da Geometria. São de salientar os
muitos exemplos de História da Matemática que ajudam a perceber a importância
que a Geometria desempenhou na evolução da Matemática, ao mesmo tempo que
fornecem excelentes exemplos para uso na sala de aula ou como proposta de
trabalho para clubes de matemática ou ainda para estudantes mais
interessados. É altamente recomendável a leitura do capítulo I que foca a
evolução do ensino da geometria em Portugal e no resto do mundo e ajuda a
perceber a origem das dificuldades actuais com o ensino da Geometria. A
tecnologia é usada de forma ”natural” para ”resolver - ou suplementar a
resolução de - problemas, proceder a investigações, verificar conjecturas,
etc.” Este livro tem já um ”prolongamento” na Internet no endereço
http://www.iie.min-edu.pt/edicoes/livros/cdces/cdces11/index.htm.
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Bibliografia
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Vieira,
A.; Veloso,
E.; Lagarto, M. J. (org.).(1997) Relevância da História no Ensino
da Matemática. História da Matemática - Cadernos do GTHEM - 1 APM. Lisboa:
APM.
Este
livro contém a tradução de três textos essenciais para quem queira reflectir
nas vantagens de uso da História da Matemática na sala de aula: ”Porquê
estudar História da Matemática” de Dirk Struik, ”A utilização da História em
Educação Matemática” de John Fauvel e ”Quer dar significado ao que ensina?
Tente a História da Matemática” de Frank Swetz.
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CD-ROM
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Fiolhais,
C.; Paiva, J. (coord).(1998).CD-ROM – Omniciência 98 Coimbra:
Soft-Ciências.
Este CD contém dois programas de Matemática (relacionados
com trigonometria e
fractais), vários programas de Física com interesse para
a Matemática (como o programa Kepler que simula o movimento de estrelas e
planetas) e vários textos relacionados com a História da Matemática.
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Programas de Matemática
A, dos CG Ciências Naturais, Ciências e Tecnologias e Ciências
Sócio-Económicas:
Ajustamento
dos programas de Matemática
do Ensino Secundário - 1995/1997
Reajustamento
dos programas de Matemática
do Ensino Secundário - 2000/2001

Programa
Ajustado de Matemática
10º, 11º e 12º anos
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http://www.mat-no-sec.org
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