Jornal da Escola Secundária/3 da Sé - Lamego

Escola Saudável Março de 2002 

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Estilos de vida das sociedades de consumo, alimentação aculturada e suas
repercussões na Saúde


A alimentação mediterrânica tem sido referenciada como exemplo de uma alimentação equilibrada e saudável. O azeite, os cereais, os legumes, as frutas e o peixe são os principais elementos que constituem a alimentação desta zona da terra. Embora Portugal pertença geograficamente ao Atlântico, sofreu ao longo da sua história a mesma influência dos povos que colonizaram sucessivamente os países do mediterrâneo. Por influência dos gregos, chegam à Península Ibérica o fabrico do pão de trigo e a extracção do azeite e vinho. A cultura árabe introduz elementos como o arroz, diversos tipos de frutas, hortaliças, a cana do açúcar e as ervas aromáticas. A alimentação mediterrânica é tema actual e frequentemente mencionado já que a investigação em nutrição e saúde apresenta o padrão alimentar desta zona como um padrão a seguir, pois com ela se correlaciona uma menor incidência de doenças rnetabólicas e degenerativas. Embora nestes habitantes (Itália, Malta, Portugal, Espanha e Jugoslávia) a prevalência de obesidade seja mais alta do que no norte da Europa, no entanto, as obesidades graves são raras naquelas populações.
Nos países ocidentais industrializados, com uma população cujo nível de vida é elevado, a prevalência da obesidade tem aumentado e é hoje reconhecida como um dos "mais importantes problemas de Saúde Pública do nosso tempo" (James 1976). Neles, a par com uma maior disponibilidade de nutrimentos e da sua distribuição facilitada associa-se uma vida sedentária e ainda factores emocionais e stress que podem conduzir a perturbações do comportamento alimentar. Por outro lado, os habitantes destas zonas são os grandes consumidores de alimentos de origem animal, gorduras saturadas e açucares de absorção rápida. Trata-se de uma alimentação desequilibrada em que ainda o consumo de hidratos de carbono de absorção lenta e os produtos hortícolas e a fruta são insuficientes.
O tipo de alimentação adoptada pelas sociedades ocidentais, com desenvolvimento sócio-económico, tem sido relacionada com o tipo de obesidade mais vezes associada à diabetes, hiperlipidémia, hipertensão arterial e doença coronária isquémica.
A gordura é uma fonte de energia com urna capacidade saciante mais baixa que quantidades isoenergéticas de hidratos de carbono ou proteínas.
Uma refeição composta por fruta, vegetais, cereais e um conteúdo de proteínas para além de ser mais saciante é também fornecedora de micronutrientes protectores. Por outro lado, se o consumo diário de calorias por dia for concentrado numa só refeição a composição corporal é mais rica em tecido gordo do que em tecido magro. Assim uma alimentação tipo ocidental ou de "cafetaria", porque é menos saciante já que é mais rica em gorduras, e é estimulante de apetite porque é rica em açucares simples, é sempre caloricamente mais elevada e conduz a uma constante procura de alimentos.
Se no passado, as necessidades energéticas eram asseguradas através do pão e proteínas vegetais, de acesso mais fácil, assiste-se no final do século a um maior consumo de carne, já que é um alimento de prestígio e símbolo de bem estar económico. Do mesmo o são a utilização do automóvel, a televisão, o aquecimento e outros, contribuindo para o sedentarismo e menor gasto energético.
Se a obesidade andróide, visceral, é menos frequente entre nós, é então necessário manter hábitos tradicionais próximos do padrão alimentar do mediterrâneo; substituir a conservação do peixe e carne pelo frio, em vez do sal e diminuir o consumo de vinho. Controlar o consumo da carne, produtos lácteos gordos e em especial evitar consumo de produtos industriais muito elaborados, como os produtos de pastelaria fornecedores de grandes quantidades de sal, gorduras saturadas e açucares. Incentivar o consumo de produtos hortícolas e fruta principalmente nas zonas urbanas e suburbanas. Fazê-lo é impedir a progressão no nosso pais da morbilidade e mortalidade por doenças cardiovasculares.

Dr.ª Filomena Viegas
Serviço de Saúde Pública do Centro de Saúde de Lamego

Nos dias 7 e 10 de Janeiro, a turma do 8.º D fez alguns anúncios publicitários, na aula de Inglês, relativos ao tema: alimentação saudável.
Os nossos trabalhos encontram-se expostos na sala N8. Passem por lá!

Cláudia Esteves, 8.º D


Durante o passado mês de Janeiro, num gesto de solidariedade, foram alguns alunos do 9.º B, 10.º A, 10.º E, 10.º G e 10.º F desta escola distribuir um kit de 5 panfletos, no Centro de Saúde de Lamego, destinado às mães com filhos pequenos e também grávidas.

 


Os temas dos panfletos diziam respeito a "Problemas e Doenças", "Higiene e Cuidados do Bebé", "Desenvolvimento Físico", "A Segurança em Casa" e "A Alimentação do Bebé" e foram elaborados por estes mesmos alunos no ano anterior, dentro do âmbito da área–escola.

Este gesto foi bem acolhido quer pelas suas destinatárias, quer pelos Técnicos de Saúde deste Centro.

A coordenadora do PEPS

 

 

 



Mais um gesto de solidariedade levado a cabo por alunas do 10.º G,
no passado mês de Dezembro, no Dia Mundial Contra a Sida.


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