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Estilos de vida das sociedades
de consumo, alimentação aculturada e suas
repercussões na Saúde
A alimentação mediterrânica tem sido referenciada como
exemplo de uma alimentação equilibrada e saudável. O azeite,
os cereais, os legumes, as frutas e o peixe são os principais
elementos que constituem a alimentação desta zona da terra.
Embora Portugal pertença geograficamente ao Atlântico, sofreu
ao longo da sua história a mesma influência dos povos que
colonizaram sucessivamente os países do mediterrâneo. Por
influência dos gregos, chegam à Península Ibérica o fabrico
do pão de trigo e a extracção do azeite e vinho. A cultura
árabe introduz elementos como o arroz, diversos tipos de
frutas, hortaliças, a cana do açúcar e as ervas aromáticas.
A alimentação mediterrânica é tema actual e frequentemente
mencionado já que a investigação em nutrição e saúde
apresenta o padrão alimentar desta zona como um padrão a
seguir, pois com ela se correlaciona uma menor incidência de
doenças rnetabólicas e degenerativas. Embora nestes habitantes
(Itália, Malta, Portugal, Espanha e Jugoslávia) a prevalência
de obesidade seja mais alta do que no norte da Europa, no
entanto, as obesidades graves são raras naquelas populações.
Nos países ocidentais
industrializados, com uma população cujo nível de vida é
elevado, a prevalência da obesidade tem aumentado e é hoje
reconhecida como um dos "mais importantes problemas de
Saúde Pública do nosso tempo" (James 1976). Neles, a par
com uma maior disponibilidade de nutrimentos e da sua
distribuição facilitada associa-se uma vida sedentária e
ainda factores emocionais e stress que podem conduzir a
perturbações do comportamento alimentar. Por outro lado, os
habitantes destas zonas são os grandes consumidores de
alimentos de origem animal, gorduras saturadas e açucares de
absorção rápida. Trata-se de uma alimentação
desequilibrada em que ainda o consumo de hidratos de carbono de
absorção lenta e os produtos hortícolas e a fruta são
insuficientes.
O tipo de alimentação
adoptada pelas sociedades ocidentais, com desenvolvimento sócio-económico, tem sido relacionada com o tipo de obesidade mais
vezes associada à diabetes, hiperlipidémia, hipertensão
arterial e doença coronária isquémica.
A gordura é uma fonte de
energia com urna capacidade saciante mais baixa que quantidades
isoenergéticas de hidratos de carbono ou proteínas.
Uma refeição composta por
fruta, vegetais, cereais e um conteúdo de proteínas para além
de ser mais saciante é também fornecedora de micronutrientes
protectores. Por outro lado, se o consumo diário de calorias
por dia for concentrado numa só refeição a composição
corporal é mais rica em tecido gordo do que em tecido magro.
Assim uma alimentação tipo ocidental ou de "cafetaria",
porque é menos saciante já que é mais rica em gorduras, e é
estimulante de apetite porque é rica em açucares simples, é
sempre caloricamente mais elevada e conduz a uma constante
procura de alimentos.
Se no passado, as necessidades
energéticas eram asseguradas através do pão e proteínas
vegetais, de acesso mais fácil, assiste-se no final do século
a um maior consumo de carne, já que é um alimento de
prestígio e símbolo de bem estar económico. Do mesmo o são a
utilização do automóvel, a televisão, o aquecimento e outros,
contribuindo para o sedentarismo e menor gasto energético.
Se a obesidade andróide, visceral, é menos
frequente entre nós, é então necessário manter hábitos
tradicionais próximos do padrão alimentar do mediterrâneo;
substituir a conservação do peixe e carne pelo frio, em vez do
sal e diminuir o consumo de vinho. Controlar o consumo da carne,
produtos lácteos gordos e em especial evitar consumo de
produtos industriais muito elaborados, como os produtos de
pastelaria fornecedores de grandes quantidades de sal, gorduras
saturadas e açucares. Incentivar o consumo de produtos
hortícolas e fruta principalmente nas zonas urbanas e
suburbanas. Fazê-lo é impedir a progressão no nosso pais da
morbilidade e mortalidade por doenças cardiovasculares.
Dr.ª Filomena Viegas
Serviço de Saúde Pública do Centro de Saúde de Lamego
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Nos dias 7 e 10
de Janeiro, a turma do 8.º D fez alguns anúncios
publicitários, na aula de Inglês, relativos ao tema:
alimentação saudável.
Os nossos trabalhos encontram-se expostos na sala N8.
Passem por lá!
Cláudia Esteves, 8.º D |
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Durante o passado mês de Janeiro, num gesto de solidariedade,
foram alguns alunos do 9.º B, 10.º A, 10.º E, 10.º G e 10.º F
desta escola distribuir um kit de 5 panfletos, no
Centro de Saúde de Lamego, destinado às mães com filhos
pequenos e também grávidas.

Os temas dos panfletos diziam respeito a "Problemas e
Doenças", "Higiene e Cuidados do Bebé",
"Desenvolvimento Físico", "A Segurança em
Casa" e "A Alimentação do Bebé" e foram
elaborados por estes mesmos alunos no ano anterior, dentro do
âmbito da área–escola.
Este gesto foi bem acolhido
quer pelas suas destinatárias, quer pelos Técnicos de Saúde
deste Centro.
A coordenadora do PEPS

Mais um gesto de solidariedade levado a cabo por alunas do 10.º
G,
no passado mês de Dezembro, no Dia Mundial Contra a Sida.
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