Acção de Formação à Distância TRENDS/PROF2000    

AF-29 - Uma Oficina para um Laboratório de Matemática

António Manuel Marques do Amaral



Proposta de Trabalho N.º 1


Texto "Laboratórios de Matemática"


|Um Laboratório de Matemática| |O Laboratório de Matemática| |A criação do Laboratório de Matemática|

 

Um Laboratório de Matemática

 

Era uma vez...

 

 

 

 

Ex.mo Senhor
Presidente da Comissão Executiva
Escola Secundária/3 da Sé
LAMEGO

 

ASSUNTO: Laboratório de Matemática

 O programa de Matemática do ensino secundário, que entrou em vigor no ano lectivo transacto, pressupõe a possibilidade de uso de materiais e equipamentos diversificados (págs. 10 e 11). Este programa refere como indispensáveis materiais para o estudo da geometria e equipamento tecnológico. A título de exemplo, na pág. 10 pode ler-se: " É considerado indispensável o uso de calculadoras gráficas que desempenham uma parte das funções antes apenas possíveis num computador... um computador ligado a um "data-show" para demonstrações, simulações ou trabalho na sala de aula com todos os alunos ao mesmo tempo".

Será difícil, no imediato, muitas escolas – em particular a nossa Escola - disponibilizarem mais do que uma sala para o Laboratório de Matemática. Por isso deve ser considerada a possibilidade de instalação de um Laboratório fixo - numa sala ampla onde seja possível criar um ambiente de trabalho propício ao desenvolvimento da actividade matemática mas onde também se organizam um conjunto de outros materiais e equipamentos que se podem deslocar a outras salas onde há aulas de Matemática. Serão sempre necessários materiais e equipamentos, de fácil deslocação, que possam ser levados para outras salas - material móvel.

Só é possível "tender-se para a constituição nas escolas de Laboratórios de Matemática", tal como o programa também prevê, se se equacionar desde já a sua construção.

Assim, no seguimento da Proposta da Comissão de Acompanhamento do Programa do Secundário (versão final, 02-08-97) e de anteriores contactos havidos com V. Ex.ª, propomos agora, em anexo, um conjunto de equipamentos e diversos materiais a adquirir, por forma a poder ser implementado na Escola o Laboratório de Matemática.

 

Pede deferimento
Lamego, 20 de Outubro de 1998
O Delegado do 1.º Grupo

 

Projecto de Construção de um Laboratório de Matemática no Ensino Secundário
(Ficheiro PDF, 254 Kb)

 

 

 

O primeiro contacto da Escola com computadores remonta ao já longínquo ano de 1987, resultando de um protocolo celebrado com a Casa de Cultura de Lamego. Através desse protocolo foi possível equipar a Escola com alguns Spectrum, que proporcionou, em regime extra-curricular, o funcionamento de um clube de Matemática/Informática com alguns professores e alunos. Foi aí que se começaram a dar os primeiros passos na exploração das novas tecnologias e na sua ligação à sala de aula. Foi, sobretudo, a época da construção de alguns programas didácticos em Basic.

No ano seguinte, o GETAP forneceu à Escola um computador Amstrad, o que permitiu estabelecer o primeiro contacto curricular dos alunos do Curso Técnico-Profissional de Contabilidade com estes novos meios tecnológicos.

Nos anos lectivos de 1990/91 a 1993/94, a Escola esteve integrada no Projecto MINERVA, que foi a primeira iniciativa financiada pelo Ministério da Educação que colocou os computadores como ferramentas de aprendizagem, quer a nível disciplinar e interdisciplinar, na sala de aula e em clubes ou laboratórios de informática. O tipo de software explorado centrou-se especialmente em processadores de texto, folhas de cálculo, bases de dados, desenho assistido por computador, a par de outro software educacional. A edição electrónica foi também uma ferramenta que fez ressurgir o Jornal Escolar. A adesão ao Projecto Minerva foi um marco importante na sensibilização de professores e alunos da Escola para a utilização das TIC.

Desde o ano lectivo de 1997/98 que a Escola está integrada no Programa Internet na Escola, tendo sido equipada a biblioteca com um computador multimédia com ligação à Internet.

Também nestes últimos anos têm sido desenvolvidas actividades de apoio pedagógico com suporte informático. No Laboratório de Informática, têm sido leccionadas as disciplinas de Introdução às Tecnologias da Informação e outras no âmbito disciplinar de contabilidade e do ensino recorrente.



       
 

O Laboratório de Matemática

 

 

Ex.mo Senhor
Presidente do Conselho Executivo
Escola Secundária/3 da Sé
LAMEGO

 

ASSUNTO: Conclusão do apetrechamento do Laboratório de Matemática

No seguimento da Proposta da Comissão de Acompanhamento do Programa do Secundário (versão final, 02-08-97) e de anteriores contactos havidos com V. Ex.ª, efectuámos no ano lectivo de 1998-99 uma proposta de aquisição de um conjunto de equipamentos e diversos materiais a adquirir, por forma a poder ser implementado na Escola o Laboratório de Matemática, integrada num documento intitulado "Projecto de Construção de um Laboratório de Matemática no Ensino Secundário", com data de 20 de Outubro de 1998.

O referido projecto foi submetido a apreciação superior, tendo sido contemplado com uma verba disponibilizada pela componente de equivalente financeiro, no âmbito do Apoio Pedagógico.

Em virtude de a verba disponibilizada não ter sido suficiente para a conclusão do apetrechamento do Laboratório de Matemática, solicitamos a V.ª Ex.ª que novamente seja feita a candidatura do mesmo, para que seja possível a conclusão do seu apetrechamento.

Pede deferimento
Lamego, 26 de Outubro de 1999
O Coordenador do Departamento Curricular de Matemática/Informática

 

Projecto de Construção de um Laboratório de Matemática no Ensino Secundário (2)
(Ficheiro PDF, 247 Kb)

 

 

 

No ano lectivo de 1998/99 deu-se início à criação do Laboratório de Matemática, pela tomada de consciência de que o recurso a abordagens laboratoriais é precisamente uma forma de conseguir uma aprendizagem matemática significante.

Cansado(s) de procurar um "buraco" numa sala de computadores para realizar actividades diferentes das que têm lugar nas tradicionais salas de aula de Matemática, já há algum tempo que se vinha a sensibilizar o Órgão de Gestão para a necessidade da criação de um Laboratório de Matemática.

A implementação do Novo Programa de Matemática do Ensino Secundário e a Proposta da Comissão de Acompanhamento constituíram uma oportunidade única para a formalização de uma candidatura à Criação do Laboratório de Matemática.

Por razões logísticas, foi escolhida uma sala de grandes dimensões para a instalação do Laboratório de Matemática. Além de um anexo onde se podem guardar diversos materiais e equipamentos, o Laboratório está dividido em três zonas: uma sala "normal", uma zona central que permite a distribuição de alunos por grupos e uma zona extrema onde se dispõem os computadores e o equipamento de vídeo e projecção.

Durante a manhã, devido à falta de espaços, o Laboratório é distribuído pelos diversos professores de Matemática como uma sala de aula, que poderá ser trocado com outro colega que tenha necessidade de usar o Laboratório numa dada ocasião. Na parte da tarde, o Laboratório funciona diariamente como Clube de Matemática.

 



     
 

O Clube de Matemática

 
 

Projecto de Criação do Clube de Matemática
(Ficheiro PDF, 39 Kb)

 

 

Página inicial de MATO6, Material de Apoio para a Disciplina de Matemática

 

 
 
 
 


Página inicial de "Actividades para o Laboratório de Matemática, usando suporte informático"
 

 

Considerando que o recentemente criado Laboratório de Matemática poderia também constituir um espaço privilegiado para a ocupação de alguns tempos livres, quer para o desenvolvimento de actividades extracurriculares, o Departamento Curricular de Matemática/Informática propôs, no ano lectivo de 1999/200, a criação do Clube de Matemática, como uma actividade a incluir no PAAE. Aí, pretendia-se proporcionar aos alunos uma face menos habitual da disciplina, num espaço com um ambiente atractivo, facilitador da experimentação e da descoberta, com recurso a um conjunto diversificado de equipamentos e materiais, desmistificando-se a acessibilidade da Matemática e contribuindo para a alteração da tradicional imagem negativa da disciplina.

Pôr à disposição de professores e alunos um conjunto de ideias e materiais que possibilitem dar um contributo inovador e enriquecedor ao ensino da Matemática, criar nos alunos uma relação afectiva com a disciplina e proporcionar na Escola mais um complemento educativo, têm sido as finalidades do Clube de Matemática.

Com esta iniciativa, tem-se ainda pretendido motivar os alunos para o estudo da disciplina, levando-os a experimentar a Matemática de uma forma algo diferente das suas experiências anteriores, num ambiente aberto e informal, tornando mais fácil e atractiva a aprendizagem. Algumas das actividades envolveram a utilização do computador. Este foi utilizado não apenas como ferramenta para a realização de alguns trabalhos escolares e da Área-Escola, mas também para a exploração de programas didácticos (tais como, The Geometer's Sketchpad, o Modellus, o Graphmatica, o Poly), quer como um fornecedor de um conjunto de informações, materiais e recursos diversos disponibilizados em HTML (offline) - MATO6 - [tais como, um conjunto de actividades para desenvolver no Laboratório de Matemática usando recursos informáticos, fichas de trabalho para os diversos anos de escolaridade, provas escritas de anos anteriores para todos os anos de escolaridade, provas globais (matrizes, provas, critérios de classificação e propostas de resolução), conjunto das provas das Olimpíadas Nacionais de Matemática desde 1994-95, provas modelo dos exames nacionais, um conjunto de documentos humorísticos relativos à Matemática, etc.].

Tem havido ainda alguma cumplicidade entre o Laboratório e o Clube de Matemática, realizando-se neste último, em regime extra-escolar, a conclusão e/ou aprofundamento de actividades que não tem sido possível desenvolver em tempos curriculares.

 
 


     
 

A Escola em Rede

 

 

Com a tomada de conhecimento sobre o Programa Prof2000, vislumbrou-se alguma perspectiva de quebrar essa «maldição». Assim, após alguns contactos informais e no seguimento do Ofício n.º 36323/DREC, de 04.08.2000, a Escola formalizou o processo de candidatura ao Programa Prof2000, indicando pretender disponibilizar uma sala com 8 computadores (ainda não ligados em rede).

A meio do ano lectivo transacto ficou pronta a ligação em rede e depois de recebido o «rooter», a Internet começou a ser também uma imensa fonte de recursos de fácil acesso, quer para alunos quer para professores. Aí podemos encontrar diversos e interessantes programas, várias simulações, textos matemáticos e da história da matemática, etc. De imediato, talvez de acesso mais facilitado aos professores, mas, mesmo assim, os alunos, em grupo e em actividades extra-aula, têm realizado alguns trabalhos com recurso à Internet.

 

 

Um único computador com acesso à Internet (do Programa Internet na Escola) e a ausência de ligação em rede vinha tolhendo as expectativas.

 



     
 

Equipamento e materiais diversos actualmente existentes

 
 

O inventário da maior parte do equipamento afectado ao Laboratório pode ser consultado a partir de:

Equipamentos e Materiais do Laboratório de Matemática

 

 

Existem recursos não inventariados, como, por exemplo, software de acesso livre e materiais construídos por professores e/ou alunos.

 
 

 

 
     

 

O Laboratório de Matemática

 

INQUÉRITO DGAE-DES
Diagnóstico dos Espaços
para Ciências Experimentais

 

 

INQUÉRITO


APRESENTAÇÃO

(Esta informação foi actualizada em 8 de Julho de 2000)

Âmbito: As condições físicas, os materiais e dos recursos humanos afectos aos espaços laboratoriais existentes e utilizados nas escolas secundárias portuguesas pelas disciplinas de Ciências da Terra e da Vida, Biologia, Geologia, Ciências Físico-Químicas, Física, Química e Matemática.

O que se pretende : Este inquérito é concomitante com a Revisão Curricular em curso, a qual visa facilitar o ensino experimental e a integração da dimensão prática e teórica nas disciplinas de Ciências Experimentais. Os resultados do Inquérito permitirão realizar um diagnóstico rigoroso para cada escola e a sequente afectação dos recursos humanos e materiais adequados aos objectivos prosseguidos.

 

OBJECTIVOS

A "Revisão Curricular", em curso terá a sua concretização no início do ano lectivo de 2001/2002 para todos os jovens que nesse ano ingressem no 10º ano de escolaridade.

Pretende-se que a nova organização curricular facilite o ensino experimental e a integração da dimensão prática e teórica nas diferentes disciplinas de Ciências. Para tal exige-se um maior investimento das escolas em:

  • Recursos humanos
  • Recursos físicos e materiais

Com o objectivo de efectuar o levantamento da situação dos laboratórios existentes lança-se este Inquérito, que é colocado nas páginas da Internet através de uma aplicação informática, interactiva, acessível a todas as escolas secundárias, mediante o respectivo registo, segundo os procedimentos documentalmente divulgados directamente às escolas.

Através deste Inquérito ficar-se-ão a conhecer as instalações laboratoriais existentes e suas características, os recursos humanos a elas associados, bem como os equipamentos e materiais didácticos de que as escolas dispõem, aferindo as existências pelas indicações do que parece ser recomendável.

O levantamento dos recursos existentes assim obtido e a previsão das necessidades para a consecução dos programas das disciplinas das Ciências Experimentais permitirão realizar, por escola, um relatório especificando as suas carências e necessidades, tornando possível a sua correcção.

Para facilitar a identificação dos equipamentos e dos diversos materiais objecto do Inquérito, a aplicação informática possibilita o acesso às descrições pormenorizadas constantes dos ficheiros, o que poderá ser feito interactivamente durante o preenchimento, ou sempre que necessário, ao longo da presente fase de divulgação, uma vez feito o registo.

Diagnóstico dos Espaços para Ciências Experimentais (Ensino Secundário - Cursos Gerais)
Inquérito DGAE-DES

http://inquerito-dgae.min-edu.pt/

 

 

Durante o ano 2000 teve lugar um inquérito da DGAE-DES, relativo ao diagnóstico dos espaços para ciências experimentais dos cursos gerais do ensino secundário, no sentido de inventariar as carências e necessidades e tornar possível a sua correcção.

As condições físicas, os materiais e os recursos humanos afectos aos espaços laboratoriais relativos à disciplina de Matemática estiveram também no âmbito do referido inquérito.

Foi, então, definido Laboratório de Matemática como «espaço do tipo “sala de aula normal”, onde seja possível criar um ambiente de trabalho propício ao desenvolvimento da actividade Matemática, apetrechada com os equipamentos a seguir listados, os quais são também utilizados em outras salas onde há aulas de Matemática».

 

 



     
 

Gestão Flexível do Currículo
(Ensino Básico)

 
 

Matemática
Competências Essenciais

Experiência de Aprendizagem

A competência matemática, tal como foi definida, desenvolve-se através de uma experiência matemática rica e diversificada, e da reflexão sobre essa experiência, de acordo com a maturidade dos alunos.
Ao longo da educação básica, todos os alunos devem ter oportunidade de se envolver em experiências de aprendizagem de diversos tipos:

  • Resolução de problemas

A resolução de problemas constitui, em matemática, um contexto universal de aprendizagem. Neste sentido, deve estar sempre presente, associada ao raciocínio e à comunicação e integrada naturalmente nos diversos tipos de actividades.

  • Actividades de investigação

Numa actividade de investigação, os alunos exploram uma situação aberta, procuram regularidades, fazem e testam conjecturas, argumentam e comunicam oralmente ou por escrito as suas conclusões. Qualquer tema da matemática pode proporcionar ocasiões para a realização de actividades de natureza investigativa. Ao nível da educação básica, a geometria e os números são temas privilegiados para este tipo de experiências.

  • Realização de projectos

Um projecto é uma actividade prolongada que normalmente inclui trabalho dentro e fora da aula e é realizada em grupo. Pressupõe a existência de um objectivo claro, aceite e compreendido pelos alunos, e a apresentação de resultados. Qualquer tema da matemática pode proporcionar ocasiões para a realização de projectos, sendo a estatística e a geometria temas privilegiados para este tipo de experiências. Pela sua própria natureza, os projectos constituem contextos naturais para o desenvolvimento de trabalho interdisciplinar.

  • Comunicação matemática

A comunicação inclui a leitura, a interpretação e a escrita de pequenos textos de matemática, sobre a matemática ou em que haja informação matemática. Na comunicação oral, são importantes as experiências de argumentação e de discussão em grande e pequeno grupo, assim como a compreensão de pequenas exposições do professor.

  • Exploração de conexões

Uma componente essencial da formação matemática é a compreensão de relações entre ideias matemáticas, tanto entre diferentes temas de matemática como no interior de cada tema, e ainda de relações entre ideias matemáticas e outras áreas curriculares (a música, a arte, a natureza, a tecnologia, etc). Actividades que permitam evidenciar e explorar estas conexões devem ser proporcionadas a todos os alunos. Um aspecto importante será o tratamento e exploração matemáticos de dados empíricos recolhidos no âmbito de outras disciplinas, nomeadamente Ciências da Natureza, Física-Química, Geografia e Educação Física.

  • Utilização das tecnologias na aprendizagem da Matemática

Todos os alunos devem aprender a utilizar não só a calculadora elementar mas também, à medida que progridem na educação básica, os modelos científicos e gráficos. Quanto ao computador, os alunos devem ter oportunidade de trabalhar com a folha de cálculo e com diversos programas educativos, nomeadamente de gráficos de funções e de geometria dinâmica, assim como de utilizar as capacidades educativas da rede Internet. Entre os contextos possíveis incluem-se a resolução de problemas, as actividades de investigação e os projectos.

  • Utilização de materiais manipuláveis

Materiais manipuláveis de diversos tipos são, ao longo de toda a escolaridade, um recurso privilegiado como ponto de partida ou suporte de muitas tarefas escolares, em particular das que visam promover actividades de investigação e a comunicação matemática entre os alunos. Naturalmente, o essencial é a natureza da actividade intelectual dos alunos, constituindo a utilização de materiais um meio e não um fim.

  • Jogos

A prática de jogos, em particular dos jogos de estratégia, de observação e de memorização, contribui de forma articulada para o desenvolvimento de capacidades matemáticas e para o desenvolvimento pessoal e social.

  • Reconhecimento da matemática na tecnologia e nas técnicas

    A matemática tem contribuído desde sempre para o desenvolvimento de técnicas e de tecnologias, mesmo quando não são necessários conhecimentos matemáticos para as utilizar. É importante que os alunos realizem actividades que ajudem a revelar a matemática subjacente às tecnologias criadas pelo homem — por exemplo, instrumentos de navegação ou de redução e ampliação — assim como a matemática presente em diversas profissões.

Matemática - Competências Essenciais, Gestão Flexível do Currículo

http://www.deb.min-edu.pt/NewForum/GestaoFlexivelCurriculo.htm

 

 


Matemática
Competências Essenciais

 

Nos finais de 1999, o Departamento do Ensino Básico remeteu às Escolas três documentos:

  • Competências Gerais e Transversais

  • Competências Essenciais - Matemática

  • Competências Essenciais - Português

Esses documentos incluem uma formulação de três níveis de competências que todos os alunos devem ter oportunidade de desenvolver no seu percurso de aprendizagem ao longo do ensino básico: competências gerais, competências transversais e competências essenciais em cada área disciplinar. Estes documentos constituíam, ainda, versões de trabalho no processo de construção de um conjunto de orientações curriculares nacionais, no quadro de uma concepção mais aberta de currículo.

O Ex.mo Senhor Dr. Paulo Abrantes, Director do Departamento do Ensino Básico, na apresentação destes documentos, referiu que ao longo dos próximos meses, os documentos então enviados seriam, desejavelmente, objecto de uma discussão alargada, nas escolas, nas associações de professores, na comunidade científica e na própria administração. As críticas, observações e pareceres que emergissem dariam origem a uma reformulação, num processo que teria ainda em conta a elaboração e discussão de documentos idênticos para as restantes áreas disciplinares que, entretanto, seriam produzidos.

Apelando à colaboração de todos num processo tão complexo como esse, foi referido ser especialmente útil para o DEB que os pareceres focassem as três seguintes questões:

  • Até que ponto estas orientações constituem referências úteis aos professores e às escolas no seu trabalho de selecção e condução das situações de aprendizagem, na perspectiva de uma gestão curricular flexível e diversificada?

  • As competências identificadas como "essenciais" correspondem ao que devemos, hoje, considerar como aprendizagens fundamentais ao nível do ensino básico? Quais deveriam ser retiradas? E acrescentadas? E reformuladas?

  • Em que medida estas orientações contribuem para proporcionar uma visão mais global do ensino básico, com uma melhor articulação entre os seus vários ciclos?

 

Na secção Experiência de Aprendizagem, da brochura Matemática-Competências Essenciais, está patente a referência implícita ao Laboratório de Matemática.

 



     
 

Revisão Curricular do Ensino Secundário

 
 

 http://www.des.min-edu.pt/rev_curricular/rev_curricular.htm

 http://www.des.min-edu.pt/rev_curricular/prog_homologados/prog_homologados.htm

 

Dos programas de Matemática já homologados, pode extrair-se algumas ideias essenciais:

  • Todas as Escolas Secundárias devem dotar-se quanto antes de Laboratórios de Matemática. A didáctica prevista para a Matemática no ensino secundário pressupõe a possibilidade de uso de materiais e equipamentos diversificados...

  • Os recursos escolhidos deverão ter em vista tanto a sua utilização na própria sala do Laboratório de Matemática, como uma utilização de recursos adequados em salas de aulas indiferenciadas.

  • Recomenda-se enfaticamente o uso de computadores, tanto em salas onde os estudantes poderão ir realizar trabalhos práticos, como em salas com condições para se dar uma aula em ambiente computacional (nomeadamente nos Laboratórios de Matemática), além do partido que o professor pode tirar como ferramenta de demonstração na sala de aula usando um "data-show" com retroprojector ou projector de vídeo. Os estudantes devem ter oportunidade de trabalhar directamente com um computador, com a frequência possível de acordo com o material disponível. Nesse sentido as escolas são incentivadas a equipar-se com o material necessário para que tal tipo de trabalhos se possa realizar com a regularidade que o professor julgar aconselhável.

  • Não é possível atingir os objectivos gerais e competências deste programa sem recorrer à dimensão gráfica, e essa dimensão só é plenamente atingida quando os estudantes traçam uma grande quantidade e variedade de gráficos com apoio de tecnologia adequada (calculadoras gráficas e computadores).

  • Em particular, recomenda-se a utilização de sensores de recolha de dados acoplados a calculadoras gráficas ou computadores para, em algumas situações, os estudantes tentarem identificar modelos matemáticos que permitam a sua interpretação.

  • Todas as Escolas Secundárias devem estar equipadas com Laboratórios de Matemática que integrem estes recursos e outros que se venham a revelar necessários. Os recursos escolhidos deverão ter em vista tanto a sua utilização na própria sala do Laboratório de Matemática, como uma utilização de recursos adequados em salas de aulas indiferenciadas.

  • Estando todas as Escolas Secundárias ligadas à Internet o professor não deve deixar de tirar todo o partido deste novo meio de comunicação.

 

 

Dos programas de Matemática já homologados, pode extrair-se algumas ideias essenciais.

Excerto do Programa
Matemática A

Excerto do Programa
Matemática B

Excerto do Programa
Matemática Aplicada
às Ciências Sociais

 

 

 



     
 

Laboratório?

 
 

A SALA-AMBIENTE DE MATEMÁTICA

A sala-ambiente de Matemática pode ser, fundamentalmente, um espaço que estimule a aprendizagem de conceitos matemáticos, por favorecer o desenvolvimento de atitudes essenciais frente a essa área do conhecimento pelos alunos. Essas atitudes essenciais são aqui entendidas como a perseverança na busca de soluções e a confiança do aluno em sua própria capacidade de aprender, como também, a flexibilidade para alterar seu ponto de vista quando necessário, o espírito de colaboração, o trabalho colectivo, a curiosidade, a necessidade da investigação e o gosto pela Matemática.

Assim, a sala-ambiente - cuja denominação poderia ser "Laboratório de Matemática" - deverá facilitar a utilização dos materiais didácticos característicos da matemática, como: compassos, esquadros, sólidos geométricos, ábacos, tangrans, material dourado, calculadoras etc., além de, evidentemente, livros para consultas dos alunos (didácticos, paradidácticos, história da matemática). Ela deverá possuir, também, materiais de outras áreas de conhecimento (mapas, globos terrestres, bússolas, guias da cidade etc.), uma vez que muitos desses materiais são importantes para favorecer a construção de factos, princípios e conceitos matemáticos.

http://www.educacao.sp.gov.br/acoes/s_ambien/slambp05.htm

 

 

Laboratório de Matemática na Educação Básica

Há, pelo menos, duas alternativas à actual situação: ou todas as salas de aula estariam equipadas convenientemente, de modo a satisfazer as disciplinas (sala de aula - turma); ou as disciplinas ainda não contempladas, disporiam de espaços próprios (sala de aula - disciplina). A segunda hipótese parece ser a mais viável, pois seria mais eficaz na rentabilização de equipamentos e materiais. É nesta perspectiva que se enquadra o Laboratório de Matemática: ponto de partida para um ou mais espaços específicos para o ensino-aprendizagem da Matemática. Chama-se "laboratório", apenas porque se tornou usual esta designação. Por um lado, a componente experimental da Matemática é diferente da das outras ciências;  por outro, o referido espaço não se deve reduzir a actividades laboratoriais.

http://www.portugaljovem.net/mariolima/alunos/estagio/foruns/recursos/laboratorio.htm

 

 

 

 

 


     

 

A criação do
Laboratório de Matemática

 

Laboratório

 
 

laboratório

(Do latim laboráre, «trabalhar», pelo francês laboratoire, «laboratório») s. m.

  • lugar especialmente apetrechado para experiências ou trabalhos de índole científica;
  • (figurado) lugar onde se realizam grandes transformações ou operações.

Diciopédia 99, Porto Editora

 

 



     
 

Apetrechamento

 
 

   

Pelo que é conhecido, deverá ser assegurado pelas estruturas do Ministério da Educação o apetrechamento do Laboratório de Matemática, fornecendo às escolas um conjunto diversificado de materiais e equipamentos padrão em falta.

Este conjunto de equipamentos e materiais deverá ser complementado pela escola, por iniciativa do grupo/departamento curricular de Matemática, preferencialmente por antecipação.

 



     
 

Transformação

 
 

 

A prática pedagógica deve utilizar situações de trabalho que envolvam contextos diversificados (nomeadamente situações da realidade e da História da Matemática) e a utilização de materiais que proporcionem um forte envolvimento dos alunos na aprendizagem, nomeadamente, materiais manipuláveis, calculadoras e computadores.

Matemática 2001, APM, páginas 34 e 42

 

 

 
     
 

Relação de necessidades

 
 

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Actualizada em
 23-09-2001