{"id":12430,"date":"2015-07-14T03:03:35","date_gmt":"2015-07-14T02:03:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/?p=12430"},"modified":"2022-02-11T01:34:18","modified_gmt":"2022-02-11T01:34:18","slug":"hiparco-e-a-distancia-a-lua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/?p=12430","title":{"rendered":"Hiparco e a dist\u00e2ncia \u00e0 Lua"},"content":{"rendered":"<div class=\"seriesmeta\">This entry is part 6 of 6 in the series <a href=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/?series=af-cfaoa\" class=\"series-640\" title=\"AF \u2013 CFAOA\">AF \u2013 CFAOA<\/a><\/div><h5>Hiparco<\/h5>\n<div id=\"attachment_12435\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Hiparco-selo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12435\" data-attachment-id=\"12435\" data-permalink=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/?attachment_id=12435\" data-orig-file=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Hiparco-selo.jpg\" data-orig-size=\"597,420\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Hiparco-selo\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Abertura do Planet\u00e1rio Evghenides, Atenas (1965).&lt;\/p&gt;\n\" data-large-file=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Hiparco-selo.jpg\" class=\"size-medium wp-image-12435\" src=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Hiparco-selo-300x211.jpg\" alt=\"Abertura do Planet\u00e1rio Evghenides, Atenas (1965).\" width=\"300\" height=\"211\" srcset=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Hiparco-selo-300x211.jpg 300w, https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Hiparco-selo.jpg 597w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-12435\" class=\"wp-caption-text\">Abertura do Planet\u00e1rio Evghenides, Atenas (1965).<\/p><\/div>\n<p>Tal como acontece com a maioria dos cientistas do per\u00edodo helen\u00edstico, muito pouco se sabe sobre a vida de <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hipparchus\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Hiparco<\/a> (cerca de 190 a.C. \u2013 120 a.C): apenas que ele nasceu em Niceia, na Bit\u00ednia, por volta do ano 180 a.C. e que realizou a maioria de suas observa\u00e7\u00f5es astron\u00f3micas em Rodes, onde fundou um observat\u00f3rio, e em Alexandria, entre 161 e 127 a.C. (por isso, tamb\u00e9m \u00e9 conhecido como Hiparco de Rodes ou de Bit\u00ednia).<\/p>\n<p>Dos seus trabalhos, de acordo com numerosas fontes secund\u00e1rias, s\u00f3 chegou at\u00e9 n\u00f3s o <strong><em><a href=\"http:\/\/www.sites.hps.cam.ac.uk\/starry\/hipppoem.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Coment\u00e1rio sobre Fen\u00f3menos de Arato e Eudoxo<\/a><\/em><\/strong>. Esse coment\u00e1rio consta de tr\u00eas livros, comentando tr\u00eas escritos diferentes: um tratado perdido de <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Eudoxus_of_Cnidus\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Eudoxo<\/a> onde descrevia e dava nome a v\u00e1rias constela\u00e7\u00f5es, o poema astron\u00f3mico <em>Fen\u00f3menos<\/em> de <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Aratus\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Arato de Solos<\/a> e que se baseava, aparentemente, em outro escrito de Eudoxo e, por \u00faltimo, o coment\u00e1rio que <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Attalus_of_Rhodes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00c1talo de Rodes<\/a> escreveu, pouco antes da \u00e9poca de Hiparco, sobre o poema de Arato. Tendo em conta estes dados e os do <em><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Almagest\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Almagesto<\/a><\/em>, a principal fonte de informa\u00e7\u00e3o escrita sobre ele, a sua relev\u00e2ncia para a hist\u00f3ria da astronomia \u00e9 muito dif\u00edcil de avaliar: enquanto alguns historiadores t\u00eam minimizado a import\u00e2ncia de seu trabalho em favor de <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Apollonius_of_Perga\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Apol\u00f3nio de Perga<\/a> ou <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Ptolemy\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ptolomeu<\/a>, outros atribuem-lhe a maior parte do <em>Almagesto<\/em> de este \u00faltimo autor. Nenhuma destas duas opini\u00f5es contradit\u00f3rias pode ser considerada exata. O que sabemos com certeza \u00e9 que, na \u00e9poca, Hiparco era uma autoridade, o maior astr\u00f3nomo.<\/p>\n<div id=\"attachment_12432\" style=\"width: 250px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/hipparchuspoemmed.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12432\" data-attachment-id=\"12432\" data-permalink=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/?attachment_id=12432\" data-orig-file=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/hipparchuspoemmed.jpg\" data-orig-size=\"472,716\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Coment\u00e1rio sobre Fen\u00f3menos de Arato e Eudoxo\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Title page of Aratus and Eudoxus.&lt;br \/&gt;Image by kind permission of the Master and Fellows of Trinity College Cambridge.&lt;\/p&gt;\n\" data-large-file=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/hipparchuspoemmed.jpg\" class=\"wp-image-12432\" src=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/hipparchuspoemmed-198x300.jpg\" alt=\"Title page of Aratus and Eudoxus.Image by kind permission of the Master and Fellows of Trinity College Cambridge.\" width=\"240\" height=\"364\" srcset=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/hipparchuspoemmed-198x300.jpg 198w, https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/hipparchuspoemmed.jpg 472w\" sizes=\"auto, (max-width: 240px) 100vw, 240px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-12432\" class=\"wp-caption-text\">Title page of Aratus and Eudoxus.<br \/>Image by kind permission of the Master and Fellows of Trinity College Cambridge.<\/p><\/div>\n<p>Uma das caracter\u00edsticas das ci\u00eancias do per\u00edodo alexandrino, a supremacia da observa\u00e7\u00e3o, encontra a sua representa\u00e7\u00e3o mais destacada neste autor, o que fica patente na quantidade de observa\u00e7\u00f5es astron\u00f3micas que levou a cabo durante a sua vida, enquanto utilizou muitas das realizadas pelos seus antecessores &#8211; gregos e babil\u00f3nios &#8211; e as contrastou com as pr\u00f3prias. Al\u00e9m disso, ele inventou ou aperfei\u00e7oou diversos dispositivos que lhe permitiram ser mais exato e preciso nas suas observa\u00e7\u00f5es e medi\u00e7\u00f5es. Assim, por exemplo, inventou uma <em><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dioptra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">dioptra<\/a><\/em> especial que serviu para medir as varia\u00e7\u00f5es do di\u00e2metro aparente do Sol e da Lua, enquanto aperfei\u00e7oou a <em>dioptra<\/em> comum, que se utilizava para medir a altura dos astros ou as suas separa\u00e7\u00f5es angulares.<\/p>\n<p>Hiparco foi fiel aos princ\u00edpios do pensamento helen\u00edstico assentes pelos pitag\u00f3ricos e <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Plato\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Plat\u00e3o<\/a>, pelo que se viu na necessidade de conciliar dois aspetos: o respeito absoluto pelos factos e a exig\u00eancia de explic\u00e1-los por movimentos circulares e uniformes. Para Hiparco, como para todos os astr\u00f3nomos e matem\u00e1ticos da \u00e9poca, fieis ao pensamento plat\u00f3nico, o mundo dos astros, divino e eterno, \u00e9 governado por leis racionais e o \u00fanico movimento racional e perfeito era o movimento circular uniforme. A tarefa do astr\u00f3nomo era demonstrar que os fen\u00f3menos celestes seguiam esse movimento. Portanto, h\u00e1 que p\u00f4r ordem neste mundo em apar\u00eancia t\u00e3o ca\u00f3tico, aplicando procedimentos de constru\u00e7\u00e3o geom\u00e9trica tais como as <em>exc\u00eantricas<\/em>, mas sem esquecer que h\u00e1 que observar as peculiaridades do caminho que segue cada um dos astros da forma mais precisa poss\u00edvel. S\u00f3 depois de uma observa\u00e7\u00e3o precisa \u00e9 poss\u00edvel propor um sistema geom\u00e9trico que d\u00ea conta dos fen\u00f3menos do mundo, em concreto dos movimentos do Sol e da Lua.<\/p>\n<p>Essa foi a tarefa a que se prop\u00f4s Hiparco. Gra\u00e7as \u00e0s muitas observa\u00e7\u00f5es realizadas formulou duas teorias (ou modelos) que explicavam o movimento do Sol, a teoria da <strong><em>exc\u00eantrica<\/em><\/strong> e do <strong><em>epiciclo<\/em><\/strong>. Havia-se comprovado que o Sol, no seu movimento anual aparente, aparece de maior tamanho e, portanto, parece estar mais perto da Terra no inverno do que no ver\u00e3o. Se isso faz com que a Terra n\u00e3o est\u00e1 exatamente no centro da \u00f3rbita que supostamente o Sol percorre em torno dela com um movimento circular uniforme, este mover-se-ia segundo uma trajet\u00f3ria <strong><em>exc\u00eantrica<\/em><\/strong> \u00e0 Terra e a dist\u00e2ncia entre eles variaria ao longo do tempo.<\/p>\n<div id=\"attachment_12433\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/480px-Ptolemaic_elements.svg_.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12433\" data-attachment-id=\"12433\" data-permalink=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/?attachment_id=12433\" data-orig-file=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/480px-Ptolemaic_elements.svg_.png\" data-orig-size=\"480,480\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Os elementos b\u00e1sicos da astronomia ptolemaica\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Os elementos b\u00e1sicos da astronomia ptolemaica, mostrando um planeta em um epiciclo (tracejado pequeno) com um deferente (tracejado maior), o exc\u00eantrico (X) e um ponto equante (ponto preto).&lt;\/p&gt;\n\" data-large-file=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/480px-Ptolemaic_elements.svg_.png\" class=\"wp-image-12433 size-medium\" src=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/480px-Ptolemaic_elements.svg_-300x300.png\" alt=\"Os elementos b\u00e1sicos da astronomia ptolemaica, mostrando um planeta em um epiciclo com um deferente e um ponto equante.\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/480px-Ptolemaic_elements.svg_-300x300.png 300w, https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/480px-Ptolemaic_elements.svg_-150x150.png 150w, https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/480px-Ptolemaic_elements.svg_-160x160.png 160w, https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/480px-Ptolemaic_elements.svg_-320x320.png 320w, https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/480px-Ptolemaic_elements.svg_.png 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-12433\" class=\"wp-caption-text\">Os elementos b\u00e1sicos da astronomia ptolemaica, mostrando um planeta em um epiciclo (tracejado pequeno) com um deferente (tracejado maior), o exc\u00eantrico (X) e um ponto equante (ponto preto).<\/p><\/div>\n<p>Para a teoria do <strong><em>epiciclo<\/em><\/strong>, o Sol, <strong>S<\/strong>, est\u00e1 dotado de dois movimentos uniformes de rota\u00e7\u00e3o, simult\u00e2neos: um movimento circular de <strong>S<\/strong> de um ponto <strong>D<\/strong> (no espa\u00e7o) de raio <strong>DS<\/strong> e um movimento de rota\u00e7\u00e3o de raio <strong>DT<\/strong> em torno do ponto <strong>T<\/strong>, que \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o da Terra. O pequeno c\u00edrculo denomina-se <strong><em>epiciclo<\/em><\/strong> e o grande <strong><em>deferente<\/em><\/strong>. Gra\u00e7as \u00e0s suas numerosas observa\u00e7\u00f5es, Hiparco determinou a dura\u00e7\u00e3o das esta\u00e7\u00f5es do ano, ou seja, dos intervalos em que o ano est\u00e1 dividido, pelos solst\u00edcios e equin\u00f3cios. Al\u00e9m disso, construiu uma tabela que dava a posi\u00e7\u00e3o do Sol em cada dia do ano, durante 600 anos.<\/p>\n<p>O movimento da Lua era mais complicado, de modo que foi necess\u00e1rio um modelo mais complexo. Em primeiro lugar, Hiparco percebeu que era muito importante determinar o tempo que a Lua leva para alcan\u00e7ar a mesma posi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao Sol (per\u00edodo denominado <strong><em>m\u00eas sin\u00f3dico<\/em><\/strong>), em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s estrelas (<strong><em>m\u00eas sideral<\/em><\/strong>) e do apogeu \u2013 isto \u00e9, o ponto em que a Lua est\u00e1 mais distante da Terra &#8211; e perigeu &#8211; o ponto em que a lua est\u00e1 mais perto da Terra &#8211; (chamado <strong><em>m\u00eas an\u00f3malo<\/em><\/strong>). Gra\u00e7as aos c\u00e1lculos feitos pelos antigos babil\u00f3nios e antigas observa\u00e7\u00f5es de eclipses lunares, obteve estimativas muito not\u00e1veis: por exemplo, descobriu que o m\u00eas sin\u00f3dico m\u00e9dio constava de 29 dias, 12 horas, 44 minutos e 2,5 segundos, pouco menos de um segundo do valor estimado atual. No entanto, era muito complicado representar esses movimentos. Para isso, Hiparco utilizou os modelos de exc\u00eantrica m\u00f3vel e de epiciclo, chegando a resultados diferentes e que n\u00e3o estavam completamente de acordo com as observa\u00e7\u00f5es. Por outro lado, estudou o movimento da Lua e os tr\u00eas per\u00edodos diferentes (m\u00eas sin\u00f3dico ou tempo decorrido entre duas luas cheias consecutivas; m\u00eas sideral, este \u00e9 o tempo que leva a Lua para voltar ao mesmo ponto em rela\u00e7\u00e3o a uma estrela fixa; e o m\u00eas an\u00f3malo, o tempo que deve decorrer para a Lua atingir a sua velocidade m\u00e1xima). Isso levou-o a calcular, utilizando t\u00e9cnicas matem\u00e1ticas e observacionais, o tamanho da Lua e a dist\u00e2ncia a que se encontra da Terra: entre 59 e 67 raios terrestres, medida mais precisa do que a oferecida por Ptolomeu, e que conhecemos pelos detalhes que este d\u00e1 na sua <em><a href=\"https:\/\/archive.org\/details\/syntaxismathema01ptolgoog\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Sintaxe Matem\u00e1tica<\/a><\/em> a partir de um tratado perdido de Hiparco, intitulado <strong><em><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/On_Sizes_and_Distances\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Sobre os tamanhos e dist\u00e2ncias<\/a><\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>Quanto aos planetas, Hiparco limitou-se a afirmar que os resultados obtidos pelos seus antecessores eram insuficientes e realizou novas observa\u00e7\u00f5es para determinar, com maior precis\u00e3o, quanto tempo levavam a descrever uma \u00f3rbita completa em torno da Terra. Mas, talvez porque acreditasse que os dados dispon\u00edveis n\u00e3o eram suficientes, n\u00e3o construiu qualquer sistema de exc\u00eantricas ou epiciclos que dessem conta do movimento desses astros.<\/p>\n<div id=\"attachment_12434\" style=\"width: 360px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Atlas_Farnese_Globe.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12434\" data-attachment-id=\"12434\" data-permalink=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/?attachment_id=12434\" data-orig-file=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Atlas_Farnese_Globe.jpg\" data-orig-size=\"600,800\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;2.8&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;Canon PowerShot A70&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1152470681&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;5.40625&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.016666666666667&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"Atlas Farnese no Museu Arqueol\u00f3gico Nacional de N\u00e1poles\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Atlas Farnese no Museu Arqueol\u00f3gico Nacional de N\u00e1poles.&lt;br \/&gt;O Atlas Farnese \u00e9 uma c\u00f3pia do s\u00e9culo II de uma est\u00e1tua da era helen\u00edstica representando o Tit\u00e3 Atlas segurando a esfera celeste. H\u00e1 evid\u00eancias de que foi usado o cat\u00e1logo de estrelas do astr\u00f3nomo grego Hiparco.&lt;\/p&gt;\n\" data-large-file=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Atlas_Farnese_Globe.jpg\" class=\"wp-image-12434\" src=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Atlas_Farnese_Globe-225x300.jpg\" alt=\"Atlas Farnese no Museu Arqueol\u00f3gico Nacional de N\u00e1poles.O Atlas Farnese \u00e9 uma c\u00f3pia do s\u00e9culo II de uma est\u00e1tua da era helen\u00edstica representando o Tit\u00e3 Atlas segurando a esfera celeste. H\u00e1 evid\u00eancias de que foi usado o cat\u00e1logo de estrelas do astr\u00f3nomo grego Hiparco.\" width=\"350\" height=\"467\" srcset=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Atlas_Farnese_Globe-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Atlas_Farnese_Globe.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-12434\" class=\"wp-caption-text\">Atlas Farnese no Museu Arqueol\u00f3gico Nacional de N\u00e1poles.<br \/>O Atlas Farnese \u00e9 uma c\u00f3pia do s\u00e9culo II de uma est\u00e1tua da era helen\u00edstica representando o Tit\u00e3 Atlas segurando a esfera celeste. H\u00e1 evid\u00eancias de que foi usado o cat\u00e1logo de estrelas do astr\u00f3nomo grego Hiparco.<\/p><\/div>\n<p>Provavelmente, enquanto se encontrava a trabalhar na sua teoria do Sol e a determinar a dura\u00e7\u00e3o do ano, Hiparco realizou a sua mais bela descoberta e, talvez, uma das mais importantes no que respeita \u00e0 astronomia do per\u00edodo helen\u00edstico, <strong><em>a precess\u00e3o dos equin\u00f3cios<\/em><\/strong>, que se deve \u00e0 lenta mudan\u00e7a de dire\u00e7\u00e3o do eixo de rota\u00e7\u00e3o da Terra. Na verdade, descobriu que, no seu movimento anual, o Sol demora um pouco mais para voltar ao mesmo ponto do zod\u00edaco (o que \u00e9 considerado o <strong><em>ano sideral<\/em><\/strong>), que a voltar ao equador (celeste) de uma primavera \u00e0 seguinte (<strong><em>ano solar<\/em><\/strong>). Hiparco explicou corretamente esse fen\u00f3meno, dizendo que era devido a um deslocamento anual dos pontos equinociais, ou seja, os pontos onde a ecl\u00edptica e o equador se intersetam. Estimou-o em 46&#8221; (face a 50,26&#8221; como se calcula hoje).<\/p>\n<p>A descoberta da precess\u00e3o dos equin\u00f3cios est\u00e1 intimamente relacionada com um dos maiores trabalhos de Hiparco, a constru\u00e7\u00e3o de um <strong><em>Cat\u00e1logo das estrelas<\/em><\/strong>, no qual constavam mais de 800 e que, aparentemente, foram escolhidas de tal maneira que posteriormente se pudesse verificar se estavam fixas.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 de admirar que Hiparco seja considerado um dos maiores astr\u00f3nomos da antiguidade. T\u00e3o pouco, que tiveram de passar v\u00e1rios s\u00e9culos para algu\u00e9m levar a t\u00e9rmino a tarefa que come\u00e7ou. Nos anos posteriores, n\u00e3o houve progresso significativo em astronomia e foi Ptolomeu, no s\u00e9culo II, quem continuou a sua obra, tornando-se seu disc\u00edpulo indiscut\u00edvel, apesar dos s\u00e9culos que os separam.<\/p>\n<p>Mas Hiparco n\u00e3o fez s\u00f3 contribui\u00e7\u00f5es importantes \u00e0 astronomia. Tamb\u00e9m fez contribui\u00e7\u00f5es fundamentais \u00e0 matem\u00e1tica, em particular \u00e0 trigonometria: elaborou uma tabela de cordas, um exemplo primitivo de uma tabela trigonom\u00e9trica, que pretendia ser um m\u00e9todo para resolver tri\u00e2ngulos e introduziu na Gr\u00e9cia a divis\u00e3o do c\u00edrculo em 360 graus.<\/p>\n<ul>\n<li>Texto traduzido do escrito de\u00a0<a href=\"http:\/\/ifs.csic.es\/es\/personal\/eulalia.psedeno\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Eulalia P\u00e9rez Sede\u00f1o<\/a> (Instituto de Filosof\u00eda del CSIC, Madrid) e publicado em <a href=\"http:\/\/www.divulgamat.net\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">divulgaMAT<\/a>:\u00a0<a href=\"http:\/\/divulgamat.net\/divulgamat15\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=3350%3Ahiparco-de-nicea-180-ane-&amp;catid=37%3Abiograf-de-matemcos-ilustres&amp;directory=67&amp;showall=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Hiparco de Nicea (180 a.n.e. &#8211; ?)<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<h5>Sobre os tamanhos e dist\u00e2ncias<\/h5>\n<p>A maioria do que se sabe sobre os textos de Hiparco vem de duas fontes antigas: Ptolomeu e <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Pappus_of_Alexandria\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Papo de Alexandria<\/a>. O seu trabalho tamb\u00e9m \u00e9 mencionado por <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Theon_of_Smyrna\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">T\u00e9on de Esmirna<\/a> e outros, mas as suas contribui\u00e7\u00f5es provaram serem menos \u00fateis na reconstru\u00e7\u00e3o dos procedimentos de Hiparco.<\/p>\n<p>V\u00e1rios historiadores da ci\u00eancia t\u00eam tentado reconstruir os c\u00e1lculos envolvidos no Tratado <em>Sobre os tamanhos e dist\u00e2ncias<\/em>. A primeira tentativa foi feita por <a href=\"https:\/\/fr.wikipedia.org\/wiki\/Friedrich_Hultsch\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Friedrich Hultsch<\/a> em 1900, mas foi posteriormente rejeitada por <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Noel_Swerdlow\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Noel Swerdlow<\/a> em 1969.<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gerald_J._Toomer\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> Gerald J. Toomer<\/a> expandiu essa reconstru\u00e7\u00e3o em 1974.<\/p>\n<div id=\"attachment_12436\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Parallax.gif\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12436\" data-attachment-id=\"12436\" data-permalink=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/?attachment_id=12436\" data-orig-file=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Parallax.gif\" data-orig-size=\"200,150\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Paralaxe\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;Esta anima\u00e7\u00e3o \u00e9 um exemplo de paralaxe. Como o ponto de observa\u00e7\u00e3o se move de um lado para o outro, os objetos \u00e0 dist\u00e2ncia parecem mover-se mais lentamente do que os objetos pr\u00f3ximos da c\u00e2mara.&lt;\/p&gt;\n\" data-large-file=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Parallax.gif\" class=\"size-full wp-image-12436\" src=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Parallax.gif\" alt=\"Esta anima\u00e7\u00e3o \u00e9 um exemplo de paralaxe. Como o ponto de observa\u00e7\u00e3o se move de um lado para o outro, os objetos \u00e0 dist\u00e2ncia parecem mover-se mais lentamente do que os objetos pr\u00f3ximos da c\u00e2mara.\" width=\"200\" height=\"150\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-12436\" class=\"wp-caption-text\">Esta anima\u00e7\u00e3o \u00e9 um exemplo de paralaxe. Como o ponto de observa\u00e7\u00e3o se move de um lado para o outro, os objetos \u00e0 dist\u00e2ncia parecem mover-se mais lentamente do que os objetos pr\u00f3ximos da c\u00e2mara.<\/p><\/div>\n<p>No Tratado <em>Sobre os tamanhos e dist\u00e2ncias<\/em> (hoje perdido), Hiparco teria medido a \u00f3rbita da Lua em rela\u00e7\u00e3o ao tamanho da Terra. Ele tinha dois m\u00e9todos de fazer isso. Um m\u00e9todo utilizava uma observa\u00e7\u00e3o de um eclipse solar que tinha sido total perto de Helesponto (agora chamado Dardanelos), mas apenas parcial em Alexandria. Hiparco assumiu que a diferen\u00e7a podia ser atribu\u00edda inteiramente \u00e0 <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Parallax\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">paralaxe<\/a> da Lua relativa \u00e0s estrelas, o que equivale a supor que o Sol, como as estrelas, est\u00e3o indefinidamente longe. (Paralaxe \u00e9 o deslocamento aparente de um objeto quando visto de diferentes pontos de observa\u00e7\u00e3o). Hiparco calculou assim que a dist\u00e2ncia m\u00e9dia da Lua \u00e0 Terra \u00e9 de 77 vezes o raio da Terra.<\/p>\n<p>No segundo m\u00e9todo, considerou que a dist\u00e2ncia do centro da Terra at\u00e9 ao Sol \u00e9 490 vezes o raio da Terra &#8211; talvez assim escolhida porque \u00e9 a dist\u00e2ncia mais curta consistente com uma paralaxe demasiado pequena para dete\u00e7\u00e3o a olho nu. Usando os tamanhos visualmente id\u00eanticas dos discos solar e lunar, e observa\u00e7\u00f5es da sombra da Terra durante eclipses lunares, Hiparco encontrou uma rela\u00e7\u00e3o entre as dist\u00e2ncias lunar e solar que lhe permitiram calcular que a dist\u00e2ncia m\u00e9dia da Lua \u00e0 Terra \u00e9 aproximadamente 63 vezes os raio da Terra. (O verdadeiro valor \u00e9 cerca de 60 vezes.)<\/p>\n<ul>\n<li>Adaptado de Wikipedia &#8211;\u00a0<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/On_Sizes_and_Distances\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">On Sizes and Distances<\/a> e\u00a0Encyclop\u00e6dia Britannica \u2013 <a href=\"http:\/\/www.britannica.com\/biography\/Hipparchus-Greek-astronomer\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Hipparchus<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><ul id='GTTabs_ul_12430' class='GTTabs' style='display:none'>\n<li id='GTTabs_li_0_12430' class='GTTabs_curr'><a  id=\"12430_0\" onMouseOver=\"GTTabsShowLinks('Hiparco mede a dist\u00e2ncia at\u00e9 \u00e0 Lua'); return true;\"  onMouseOut=\"GTTabsShowLinks();\"  class='GTTabsLinks'>Hiparco mede a dist\u00e2ncia at\u00e9 \u00e0 Lua<\/a><\/li>\n<li id='GTTabs_li_1_12430' ><a  id=\"12430_1\" onMouseOver=\"GTTabsShowLinks('M\u00e9todos Matem\u00e1ticos'); return true;\"  onMouseOut=\"GTTabsShowLinks();\"  class='GTTabsLinks'>M\u00e9todos Matem\u00e1ticos<\/a><\/li>\n<li id='GTTabs_li_2_12430' ><a  id=\"12430_2\" onMouseOver=\"GTTabsShowLinks('Fun\u00e7\u00e3o corda'); return true;\"  onMouseOut=\"GTTabsShowLinks();\"  class='GTTabsLinks'>Fun\u00e7\u00e3o corda<\/a><\/li>\n<li id='GTTabs_li_3_12430' ><a  id=\"12430_3\" onMouseOver=\"GTTabsShowLinks('Lei dos senos'); return true;\"  onMouseOut=\"GTTabsShowLinks();\"  class='GTTabsLinks'>Lei dos senos<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n<div class='GTTabs_divs GTTabs_curr_div' id='GTTabs_0_12430'>\n<span class='GTTabs_titles'><b>Hiparco mede a dist\u00e2ncia at\u00e9 \u00e0 Lua<\/b><\/span><\/p>\n<h5>Hiparco mede a dist\u00e2ncia at\u00e9 \u00e0 Lua<\/h5>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Helesponto-Alexandria.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"12437\" data-permalink=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/?attachment_id=12437\" data-orig-file=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Helesponto-Alexandria.png\" data-orig-size=\"700,830\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Helesponto-Alexandria\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Helesponto-Alexandria.png\" class=\"alignright wp-image-12437\" src=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Helesponto-Alexandria-253x300.png\" alt=\"Helesponto-Alexandria\" width=\"340\" height=\"403\" srcset=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Helesponto-Alexandria-253x300.png 253w, https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Helesponto-Alexandria.png 700w\" sizes=\"auto, (max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><\/a>A data: 14 de mar\u00e7o de 189 a.C. (Ou talvez 190; as fontes discordam).<\/li>\n<li>Os lugares: Alexandria e Helesponto.<\/li>\n<li>O evento: um eclipse solar.<\/li>\n<\/ul>\n<p><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dardanelles\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Helesponto<\/a> \u00e9 um estreito (Dardanelos) na costa noroeste da Turquia. O eclipse foi total na costa de Helesponto, mas em <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Alexandria\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Alexandria<\/a> um quinto do Sol permaneceu vis\u00edvel durante o eclipse.<\/p>\n<p>Ao lado est\u00e1\u00a0um mapa mostrando estes dois locais.<\/p>\n<p>O sol subtende um \u00e2ngulo de cerca de meio grau quando visto da Terra, e ao dizer que \u201cum quinto do Sol permaneceu vis\u00edvel&#8221; em Alexandria, aparentemente, o que se pretendia dizer era que a parte vis\u00edvel do sol subtendia um \u00e2ngulo de cerca de um quinto do que todo o Sol subtendia, assim, um d\u00e9cimo de um grau.<sup>(1)<\/sup><\/p>\n<p>No diagrama abaixo (assumindo que o\u00a0eclipse estava no memo meridiano de Alexandria e Helesponto &#8211; o que Hiparco sabia que era falso), H \u00e9 o observador em Helesponto, A \u00e9 o observador em Alexandria, e M \u00e9 o centro da lua (Z \u00e9 a dire\u00e7\u00e3o do z\u00e9nite em Helesponto e [PQ] \u00e9 o equador da terra). As duas linhas MH e MA mostram o trajeto dos raios de luz a partir da borda da sombra da lua. Uma vez que a Lua leva um m\u00eas para dar uma volta em redor da Terra, podemos assumir que permanece no mesmo lugar durante o curto eclipse solar. Da mesma forma, a revolu\u00e7\u00e3o anual da Terra em torno do Sol (ou revolu\u00e7\u00e3o do Sol em redor da Terra, no sistema geoc\u00eantrico) n\u00e3o importa. A rota\u00e7\u00e3o di\u00e1ria (da Terra ou do Sol, n\u00e3o importa para esta finalidade) faz a sombra da Lua mover-se ao longo do Sol de oeste para leste. Portanto, apenas a diferen\u00e7a de latitudes de A e H interessa; n\u00e3o era necess\u00e1rio observar o eclipse no mesmo tempo exato em ambos os lugares (por sorte, j\u00e1 que n\u00e3o havia rel\u00f3gios precisos). Essas latitudes s\u00e3o 41\u00ba para H e 31\u00ba para A (e aquelas eram conhecidas por Hiparco, pelo menos com aproxima\u00e7\u00e3o de um grau). Uma vez que a diferen\u00e7a \u00e9 apenas dez graus, a dist\u00e2ncia HA \u00e9 aproximadamente igual a 10\/360 vezes a circunfer\u00eancia da terra.<\/p>\n<p>O \u00e2ngulo agudo AMH \u00e9 a \u201cparalaxe lunar\u201d, que o eclipse mostrou ser de 0,1 grau.<sup>(2)<\/sup> O diagrama a seguir mostra a geometria da situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Helesponto-Alexandria-2a.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"12438\" data-permalink=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/?attachment_id=12438\" data-orig-file=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Helesponto-Alexandria-2a.png\" data-orig-size=\"1189,474\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Helesponto-Alexandria\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Helesponto-Alexandria-2a-1024x408.png\" class=\"aligncenter wp-image-12438 size-full\" src=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Helesponto-Alexandria-2a.png\" alt=\"Helesponto-Alexandria\" width=\"1189\" height=\"474\" srcset=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Helesponto-Alexandria-2a.png 1189w, https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Helesponto-Alexandria-2a-300x120.png 300w, https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Helesponto-Alexandria-2a-1024x408.png 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1189px) 100vw, 1189px\" \/><\/a><\/p>\n<p>No diagrama,<\/p>\n<ul>\n<li>\\(\\delta \\) \u00e9 a declina\u00e7\u00e3o da Lua. Isso \u00e9, quanto acima do plano do equador a lua apareceu naquele dia; que foi -3\u00ba, que teria significado que a lua se elevou a uma altura m\u00e1xima de 3\u00ba menos do que a latitude. Ent\u00e3o \\(\\delta \\) \u00e9 conhecido, se voc\u00ea conseguir ver a lua e conhecer a sua latitude.<\/li>\n<li>\\(\\zeta \\) \u00e9 a latitude de H menos \\(\\delta \\).<\/li>\n<li>\\(\\zeta &#8216;\\) \u00e9 uma pequena fra\u00e7\u00e3o de um grau diferente de \\(\\zeta \\), visto que OM e HM s\u00e3o quase paralelas porque a Lua est\u00e1 muito longe.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Todos os \u00e2ngulos no diagrama poderiam ser conhecidos antes do eclipse, com exce\u00e7\u00e3o do pequeno \u00e2ngulo \\(A\\widehat MN = 0,1^\\circ \\), que foi medido durante o eclipse. Isso determina \\(\\mu \\) e, portanto, a dist\u00e2ncia D, em termos do raio \\(\\overline {OH} \u00a0= \\overline {OA} \\) da Terra.<\/p>\n<p>O \u00e2ngulo AMH a ser medido \u00e9 a \u201cparalaxe lunar\u201d para os dois locais A e H.<\/p>\n<p>Hiparco foi, talvez, o descobridor (ou inventor?) da trigonometria. Ele n\u00e3o inventou as fun\u00e7\u00f5es seno e cosseno, mas em vez disso ele usou a fun\u00e7\u00e3o \u201ccorda&#8221;, dando o comprimento da corda do c\u00edrculo unit\u00e1rio que subtende um determinado \u00e2ngulo. Ele foi capaz de resolver o problema de geometria para determinar D como um m\u00faltiplo de raio da Terra, e concluiu que a lua est\u00e1 a 71 raios terrestres de dist\u00e2ncia da Terra. Apostando no modo de um cientista moderno, relatou as suas margens de erro: disse que a lua estava entre 35 e 41 di\u00e2metros da Terra de dist\u00e2ncia. O valor moderno \u00e9 de cerca de 60 raios, ou 30 di\u00e2metros.<\/p>\n<p>Hoje pode-se medir a dist\u00e2ncia at\u00e9 a lua fazendo ressaltar um feixe de laser num espelho deixado ali por astronautas, e cronometrando o tempo de ida e volta da luz. Sabemos agora a velocidade da luz com muita precis\u00e3o, pelo que obter a dist\u00e2ncia requer apenas uma multiplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Alguns anos mais tarde, Hiparco fez outra tentativa para medir a dist\u00e2ncia at\u00e9 \u00e0 Lua, usando um eclipse lunar, e obteve uma resposta maior; e as suas margens de erro dos dois c\u00e1lculos nem sequer se sobrep\u00f5em, o que admitiu honestamente. A medida de que o eclipse estava a 4\/5 de completo foi provavelmente n\u00e3o muito precisa, c\u00e1lculos modernos mostram isso. Na realidade, n\u00f3s n\u00e3o sabemos com certeza os detalhes exatos dos c\u00e1lculos de Hiparco, embora v\u00e1rios historiadores tenham publicado reconstru\u00e7\u00f5es; apenas um fragmento de suas obras sobreviveu.<\/p>\n<p>Em princ\u00edpio, a precis\u00e3o de tais medi\u00e7\u00f5es podem ser melhoradas atrav\u00e9s da utiliza\u00e7\u00e3o de uma linha de base mais longa. Isso n\u00e3o parece ter sido feito at\u00e9 1751, quando o astr\u00f3nomo franc\u00eas<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Nicolas_Louis_de_Lacaille\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> Nicolas Louis de Lacaille<\/a>, no Cabo da Boa Esperan\u00e7a, mediu a paralaxe lunar, comparando as suas observa\u00e7\u00f5es com as observa\u00e7\u00f5es feitas por outros astr\u00f3nomos na Europa, e calculou que a paralaxe lunar que seria observada a partir de lados opostos da Terra (uma linha de base de 8000 milhas) seria de cerca de dois graus.<\/p>\n<ul>\n<li>Texto traduzido do escrito de <a href=\"http:\/\/www.michaelbeeson.com\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Michael Beeson<\/a> &#8211;\u00a0<a href=\"http:\/\/www.michaelbeeson.com\/interests\/GreatMoments\/Hipparchus.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">HIPPARCHUS MEASURES THE DISTANCE TO THE MOON<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>(1) (2)<br \/>\nVejamos o enquadramento para a explica\u00e7\u00e3o dada por G. J. TOOMER (de\u00a0<a href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20160412170305\/http:\/\/hbar.phys.msu.ru\/gorm\/ahist\/Hipparchus.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">um escrito<\/a>\u00a0sobre Hiparco, p\u00e1g. 213 e 215):<\/p>\n<blockquote><p><strong>Sizes, Distances, and Parallax of the Sun and Moon<\/strong>.<\/p>\n<p>These last data are connected with another topic on which Hipparchus wrote. In order to predict the circumstances of a solar eclipse, one must know the relative sizes and distances of the bodies concerned: sun, moon, and earth (for lunar eclipses it suffices to know the apparent sizes; but in solar eclipses parallax, which depends on the distances of the moon and sun, is very important).<\/p>\n<p>Hipparchus devoted a treatise &#8220;On Sizes and Distances&#8221;, in two books, to the topic. By combining the remarks of Ptolemy and Pappus, we can infer that Hipparchus proceeded as follows. By measurement with the diopter he had established the following data:<\/p>\n<p>(1) The moon at mean distance measures its own circle 650 times.<\/p>\n<p>(2) The moon at mean distance measures the earth&#8217;s shadow (at the moon) 2+1\/2 times.<\/p>\n<p>(3) The moon at mean distance is the same apparent size as the sun.<\/p>\n<p>He also had established by observation that the sun has no perceptible parallax. But from this he could deduce only that the sun&#8217;s parallax was less than a certain amount, which he set at seven minutes of arc.<\/p>\n<p>In book I, Hipparchus assumed that the solar parallax was the least possible &#8211; that is, zero. He then derived the lunar distance from two observations of a solar eclipse (which can be identified as the total eclipse of 14 March 190 B.c.), in which the sun&#8217;s disk was totally obscured near the Hellespont and four-fifths obscured at Alexandria . The assumption that the sun has zero parallax means that we can take the whole shift in the obscured amount of the sun&#8217;s disk (a fifth of its diameter) as due to lunar parallax.<\/p>\n<p>&#8230; &#8230; &#8230;<\/p>\n<p>In any case, his investigation of the distances furnished Hipparchus with a horizontal parallax that, for the moon, was approximately correct. For computation of the circumstances of solar eclipses, and to correct observations of the moon with respect to fixed stars, he had to find the lunar parallax for a given lunar longitude and terrestrial latitude and time. This is a very unpleasant problem in spherical astronomy. We know that Hipparchus solved it; but we know very little about his solution, although it is certain that it was not carried out with full mathematical rigor. We can infer from a criticism made by Ptolemy that Hipparchus wrote a work on parallax in at least two books. The details of Ptolemy&#8217;s criticism are quite obscure to me; and the only safe inference is that in converting the total parallax into its longitudinal and latitudinal components, Hipparchus treated spherical triangles as plane triangles (some of these triangles are too large for the procedure to be justifiable, but one can apply the same criticism to Ptolemy). The actual corrections for parallax that Hipparchus is known to have applied to particular lunar observations are, however, reasonably accurate. One might guess that the methods of computing parallax found in Indian astronomical texts (which are quite different from Ptolemy&#8217;s) are related to Hipparchus&#8217; procedures, but at present this is mere speculation.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Nota<\/strong>:<br \/>\nDe acordo com os dados (1) e (3) acima, a paralaxe lunar seria\u00a0\\(\\mu \u00a0= \\frac{1}{5} \\times \\frac{{360 \\times 60&#8242;}}{{650}} \\approx 6,65&#8242; \\approx 0,11^\\circ \\).<\/p>\n<p><div class='GTTabsNavigation' style='display:none'><span class='GTTabs_nav_next'><a href='#GTTabs_ul_12430' onClick='GTTabs_show(1,12430)'>M\u00e9todos Matem\u00e1ticos &gt;&gt;<\/a><\/span><\/div><\/div>\n\n<div class='GTTabs_divs' id='GTTabs_1_12430'>\n<span class='GTTabs_titles'><b>M\u00e9todos Matem\u00e1ticos<\/b><\/span><\/p>\n<h5>M\u00e9todos Matem\u00e1ticos<\/h5>\n<p>Na astronomia grega, as posi\u00e7\u00f5es dos corpos celestes foram calculadas a partir de modelos geom\u00e9tricos aos quais tinham sido atribu\u00eddos par\u00e2metros num\u00e9ricos. Um elemento essencial do c\u00e1lculo foi a solu\u00e7\u00e3o de tri\u00e2ngulos planos; a trigonometria Grega foi baseada numa tabela de cordas. Sabe-se que Hiparco escreveu uma obra sobre cordas e n\u00f3s podemos reconstruir a sua tabela de cordas. A tabela estava baseada num c\u00edrculo em que a circunfer\u00eancia foi dividida, na forma normal (Babil\u00f3nia), em 360 graus de 60 minutos, e o raio foi medido nas mesmas unidades (minutos); assim, R, o raio, expresso em minutos, \u00e9 \\[R = \\frac{{360 \\times 60&#8242;}}{{2\\pi }} \\approx 3438&#8217;\\]<\/p>\n<p>Esta <strong><em>fun\u00e7\u00e3o corda<\/em><\/strong> est\u00e1 relacionada com a fun\u00e7\u00e3o seno moderna (para \\(\\alpha \\) em graus) por \\[\\frac{{{\\mathop{\\rm Crd}\\nolimits} 2\\alpha }}{2} = 3438 \\times {\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\alpha \\]<\/p>\n<p>Hiparco calculou a fun\u00e7\u00e3o apenas em intervalos de 1\/48 de um c\u00edrculo (7,5\u00ba), utilizando a interpola\u00e7\u00e3o linear entre os pontos calculados para outros valores. Assim, ele foi capaz de construir a tabela inteira numa base geom\u00e9trica muito simples: pode ser calculado a partir dos valores de \\({\\mathop{\\rm Crd}\\nolimits} 60^\\circ \\left( { = R} \\right)\\), \\({\\mathop{\\rm Crd}\\nolimits} 90^\\circ \\left( { = \\sqrt {2R} } \\right)\\)\u00a0e as duas f\u00f3rmulas seguintes (nos quais \\(d\\) \u00e9 o di\u00e2metro do c\u00edrculo de base e \\(s\\) \u00e9 corda do \u00e2ngulo \\(\\alpha \\)):<\/p>\n<p>\\[{\\mathop{\\rm Crd}\\nolimits} \\left( {180^\\circ \u00a0&#8211; \\alpha } \\right) = \\sqrt {{d^2} &#8211; {s^2}} \\]<\/p>\n<p>\\[{\\mathop{\\rm Crd}\\nolimits} \\frac{1}{2}\\alpha \u00a0= \\sqrt {\\frac{1}{2}\\left( {{d^2} &#8211; d\\sqrt {{d^2} &#8211; {s^2}} } \\right)} \\]<\/p>\n<p>A primeira \u00e9 uma aplica\u00e7\u00e3o trivial do teorema de Pit\u00e1goras e a segunda j\u00e1 era conhecida por Arquimedes.<\/p>\n<p>Esta tabela de cordas sobrevive apenas na tabela seno comumente encontrada em obras astron\u00f3micas Indianas, com \\(R = 3438&#8217;\\) e os valores calculados em intervalos de \\(3,75^\\circ \\), que \u00e9 derivada dela. Mas o seu uso por Hiparco pode ser demonstrado a partir de c\u00e1lculos seus preservados no Almagesto IV, 11. Por outro lado, para al\u00e9m de um par de ocorr\u00eancias isoladas do seu uso, ela desaparece da astronomia grega, sendo substitu\u00edda pela melhorada tabela de cordas de Ptolomeu baseada no c\u00edrculo unit\u00e1rio (\\(R = 60 = 1,0\\) no sistema sexagesimal de Ptolomeu) e calculada com tr\u00eas casas sexagesimais em intervalos de \\(0,5^\\circ \\). Os resultados dos c\u00e1lculos trigonom\u00e9tricos com base na tabela de cordas de Hiparco, embora menos precisos do que os baseados na tabela de Ptolomeu, s\u00e3o adequados no contexto da astronomia antiga. A principal desvantagem da sua utiliza\u00e7\u00e3o, em contraste com a de Ptolomeu, \u00e9 a constante intrus\u00e3o do fator 3438 nos c\u00e1lculos. Tem a vantagem compensat\u00f3ria, no entanto, de, para \u00e2ngulos pequenos (at\u00e9 \\(7,5^\\circ \\)), a corda poder ser substitu\u00edda pelo \u00e2ngulo expresso em minutos (a este respeito, \u00e9 an\u00e1logo \u00e0 moderna medida em radianos), o que simplifica os c\u00e1lculos.<\/p>\n<p>Dada a fun\u00e7\u00e3o corda, Hiparco podia resolver qualquer tri\u00e2ngulo plano usando o equivalente da f\u00f3rmula dos senos moderna:\\[\\frac{{{\\mathop{\\rm Crd}\\nolimits} 2\\alpha }}{a} = \\frac{{{\\mathop{\\rm Crd}\\nolimits} 2\\beta }}{b}\\]<\/p>\n<p>Sem d\u00favida, como Ptolomeu, ele geralmente calculava com tri\u00e2ngulos ret\u00e2ngulos, quebrando outros tri\u00e2ngulos em dois tri\u00e2ngulos ret\u00e2ngulos. Na aus\u00eancia de uma fun\u00e7\u00e3o tangente, teve que usar a fun\u00e7\u00e3o corda combinada com o teorema de Pit\u00e1goras; mas os seus m\u00e9todos, se mais pesados, eram t\u00e3o eficazes como aqueles da trigonometria moderna. Problemas trigonom\u00e9tricos particulares tinham sido resolvidos antes de Hiparco por Aristarco de Samos (in\u00edcio do terceiro s\u00e9culo a.C.) e por Arquimedes, usando m\u00e9todos de aproxima\u00e7\u00e3o; mas parece altamente prov\u00e1vel que Hiparco foi o primeiro a construir uma tabela de cordas e, assim, a proporcionar uma solu\u00e7\u00e3o geral para problemas trigonom\u00e9tricos.<\/p>\n<p>Um corol\u00e1rio disto \u00e9 que, antes de Hiparco, n\u00e3o existiam tabelas astron\u00f3micas com base em m\u00e9todos geom\u00e9tricos gregos. Se isto \u00e9 assim, Hiparco n\u00e3o foi apenas o fundador da trigonometria, mas tamb\u00e9m o homem que transformou a astronomia grega de uma ci\u00eancia puramente te\u00f3rica numa pr\u00e1tica ci\u00eancia preditiva.<\/p>\n<ul>\n<li>Extra\u00eddo de <a href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20160412170305\/http:\/\/hbar.phys.msu.ru\/gorm\/ahist\/Hipparchus.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">um escrito<\/a> (sobre Hiparco) (<a href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20190118150102\/http:\/\/hbar.phys.msu.ru:80\/gorm\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Michael L. Gorodetsky<\/a>) de\u00a0G. J. TOOMER, p\u00e1g. 208-209<\/li>\n<\/ul>\n<p><div class='GTTabsNavigation' style='display:none'><span class='GTTabs_nav_prev'><a href='#GTTabs_ul_12430' onClick='GTTabs_show(0,12430)'>&lt;&lt; Hiparco mede a dist\u00e2ncia at\u00e9 \u00e0 Lua<\/a><\/span><span class='GTTabs_nav_next'><a href='#GTTabs_ul_12430' onClick='GTTabs_show(2,12430)'>Fun\u00e7\u00e3o corda &gt;&gt;<\/a><\/span><\/div><\/div>\n\n<div class='GTTabs_divs' id='GTTabs_2_12430'>\n<span class='GTTabs_titles'><b>Fun\u00e7\u00e3o corda<\/b><\/span><\/p>\n<h5>Fun\u00e7\u00e3o corda<\/h5>\n<p><a href=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/funcaoCORDA-a.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"12439\" data-permalink=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/?attachment_id=12439\" data-orig-file=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/funcaoCORDA-a.png\" data-orig-size=\"586,362\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Fun\u00e7\u00e3o corda\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/funcaoCORDA-a.png\" class=\"alignright wp-image-12439\" src=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/funcaoCORDA-a-300x185.png\" alt=\"Fun\u00e7\u00e3o corda\" width=\"340\" height=\"210\" srcset=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/funcaoCORDA-a-300x185.png 300w, https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/funcaoCORDA-a.png 586w\" sizes=\"auto, (max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><\/a>A fun\u00e7\u00e3o corda \u00e9 definida geometricamente como ilustrado na figura ao lado.<\/p>\n<p>A corda de um \u00e2ngulo \u00e9 o comprimento da corda correspondente a esse \u00e2ngulo.<\/p>\n<blockquote><p>A fun\u00e7\u00e3o corda pode ser relacionada com a fun\u00e7\u00e3o seno moderna, considerando os pontos \\(A\\left( {1,0} \\right)\\) e \\(B\\left( {\\cos \\alpha ,{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\alpha } \\right)\\) e, seguidamente, aplicando o Teorema de Pit\u00e1goras:<\/p>\n<p>\\[{\\mathop{\\rm crd}\\nolimits} \\alpha = \\sqrt {{{\\left( {1 &#8211; \\cos \\alpha } \\right)}^2} + {{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} }^2}\\alpha } = 2{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\left( {\\frac{\\alpha }{2}} \\right)\\]<\/p><\/blockquote>\n<p>Assim, o comprimento da corda [AB] pode ser expressa por:<\/p>\n<p>\\[s = \\overline {AB} \u00a0= r \\times {\\mathop{\\rm crd}\\nolimits} \\alpha \u00a0= r \\times \\sqrt {{{\\left( {1 &#8211; \\cos \\alpha } \\right)}^2} + {{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} }^2}\\alpha } \u00a0= 2r \\times {\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\left( {\\frac{\\alpha }{2}} \\right)\\]<\/p>\n<h5>Tarefa 1<\/h5>\n<p>Deduza a express\u00e3o \\({\\mathop{\\rm crd}\\nolimits} \\alpha = 2{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\left( {\\frac{\\alpha }{2}} \\right)\\), tendo em considera\u00e7\u00e3o que \\(\\cos \\left( {2\\theta } \\right) = {\\cos ^2}\\theta &#8211; {{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} ^2}\\theta \\).<\/p>\n<p><div class='GTTabsNavigation' style='display:none'><span class='GTTabs_nav_prev'><a href='#GTTabs_ul_12430' onClick='GTTabs_show(1,12430)'>&lt;&lt; M\u00e9todos Matem\u00e1ticos<\/a><\/span><span class='GTTabs_nav_next'><a href='#GTTabs_ul_12430' onClick='GTTabs_show(3,12430)'>Lei dos senos &gt;&gt;<\/a><\/span><\/div><\/div>\n\n<div class='GTTabs_divs' id='GTTabs_3_12430'>\n<span class='GTTabs_titles'><b>Lei dos senos<\/b><\/span><\/p>\n<h5>Lei dos senos<\/h5>\n<p>Dado um tri\u00e2ngulo [ABC] qualquer, sabe-se que as mediatrizes dos seus lados intersetam-se num ponto O, denominado por circuncentro, que \u00e9 equidistante dos v\u00e9rtices A, B e C, ou seja, \\(\\overline {OA} \u00a0= \\overline {OB} \u00a0= \\overline {OC} \\). \u00c9, portanto, poss\u00edvel construir uma circunfer\u00eancia, com centro nesse ponto, que passa pelos tr\u00eas v\u00e9rtices do tri\u00e2ngulo. O raio dessa circunfer\u00eancia designa-se por circunraio (\\(r\\)).<\/p>\n<blockquote><p><a href=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/LeiSenos-a.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"12440\" data-permalink=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/?attachment_id=12440\" data-orig-file=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/LeiSenos-a.png\" data-orig-size=\"811,764\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Lei dos senos\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/LeiSenos-a.png\" class=\"alignright size-medium wp-image-12440\" src=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/LeiSenos-a-300x283.png\" alt=\"Lei dos senos\" width=\"300\" height=\"283\" srcset=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/LeiSenos-a-300x283.png 300w, https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/LeiSenos-a.png 811w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A lei dos senos diz-nos que existe uma proporcionalidade direta entre o comprimento de cada lado do tri\u00e2ngulo e o seno da amplitude do \u00e2ngulo oposto, sendo que a constante de proporcionalidade direta \u00e9 o dobro do circunraio:<\/p>\n<p>\\[\\frac{{\\overline {AB} }}{{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\widehat C}} = \\frac{{\\overline {BC} }}{{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\widehat A}} = \\frac{{\\overline {AC} }}{{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\widehat B}} = 2r\\]<\/p>\n<p>Quando a constante de proporcionalidade direta (\\(2r\\)) n\u00e3o \u00e9 usada, a lei \u00e9, por vezes, estabelecida utilizando as raz\u00f5es rec\u00edprocas:<\/p>\n<p>\\[\\frac{{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\widehat A}}{{\\overline {BC} }} = \\frac{{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\widehat B}}{{\\overline {AC} }} = \\frac{{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\widehat C}}{{\\overline {AB} }}\\]<\/p><\/blockquote>\n<p>A lei de senos pode ser usada para calcular os restantes lados de um tri\u00e2ngulo quando dois \u00e2ngulos e um lado s\u00e3o conhecidos, segundo uma t\u00e9cnica conhecida como triangula\u00e7\u00e3o. No entanto, o c\u00e1lculo pode resultar com erro num\u00e9rico se a amplitude de um \u00e2ngulo \u00e9 pr\u00f3ximo de 90 graus. Tamb\u00e9m pode ser usada quando dois lados e um dos \u00e2ngulos n\u00e3o encapsulados s\u00e3o conhecidos. Em alguns destes casos, a f\u00f3rmula d\u00e1 dois valores poss\u00edveis para o \u00e2ngulo fechado, conduzindo a um caso amb\u00edguo (porque h\u00e1 mais do que uma solu\u00e7\u00e3o para o tri\u00e2ngulo considerado).<\/p>\n<h5>Demonstra\u00e7\u00e3o<\/h5>\n<p><a href=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/LeiSenos-a.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"12440\" data-permalink=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/?attachment_id=12440\" data-orig-file=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/LeiSenos-a.png\" data-orig-size=\"811,764\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Lei dos senos\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/LeiSenos-a.png\" class=\"alignright size-medium wp-image-12440\" src=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/LeiSenos-a-300x283.png\" alt=\"Lei dos senos\" width=\"300\" height=\"283\" srcset=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/LeiSenos-a-300x283.png 300w, https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/LeiSenos-a.png 811w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>H\u00e1 v\u00e1rias possibilidades para demonstrar a lei dos senos. Vamos apresentar uma das mais simples.<\/p>\n<p>Consideremos um tri\u00e2ngulo [ABC], qualquer (acut\u00e2ngulo, ret\u00e2ngulo ou obtus\u00e2ngulo), inscrito numa circunfer\u00eancia de centro O. A partir do ponto A, podemos determinar um ponto diametralmente oposto, o ponto A\u2019, e considerar o tri\u00e2ngulo ret\u00e2ngulo [AA\u2019B].<\/p>\n<p>Da propriedade do \u00e2ngulo inscrito, podemos concluir que \\(\\widehat {A&#8217;} = \\widehat C\\), pois esses \u00e2ngulos determinam na circunfer\u00eancia o mesmo arco AB.<\/p>\n<p>Assim, vem:<\/p>\n<p>\\[{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\widehat C = {\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\widehat {A&#8217;} = \\frac{{\\overline {AB} }}{{2r}}\\]<\/p>\n<p>donde<\/p>\n<p>\\[\\frac{{\\overline {AB} }}{{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\widehat C}} = 2r\\]<\/p>\n<p>Repetindo o processo para os pontos B\u2019 e C\u2019, diametralmente opostos de B e C, respetivamente, obt\u00e9m-se:<\/p>\n<p>\\[\\frac{{\\overline {BC} }}{{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\widehat A}} = 2r\\]<\/p>\n<p>e<\/p>\n<p>\\[\\frac{{\\overline {AC} }}{{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\widehat B}} = 2r\\]<\/p>\n<p>Logo, podemos concluir que:<\/p>\n<p>\\[\\frac{{\\overline {AB} }}{{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\widehat C}} = \\frac{{\\overline {BC} }}{{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\widehat A}} = \\frac{{\\overline {AC} }}{{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\widehat B}} = 2r\\]<\/p>\n<h5>Tarefa 2<\/h5>\n<p>Termine a demonstra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><div class='GTTabsNavigation' style='display:none'><span class='GTTabs_nav_prev'><a href='#GTTabs_ul_12430' onClick='GTTabs_show(2,12430)'>&lt;&lt; Fun\u00e7\u00e3o corda<\/a><\/span><\/div><\/div>\n\n<\/p>\n<h5>Tarefa 3<\/h5>\n<p>Tendo em considera\u00e7\u00e3o os dados avan\u00e7ados na descri\u00e7\u00e3o acima, bem como as ferramentas matem\u00e1tica modernas correspondentes \u00e0s de Hiparco (a rela\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o corda com a fun\u00e7\u00e3o seno e a lei dos senos), determine o valor de D em fun\u00e7\u00e3o do raio da terra e verifique se est\u00e1 de acordo com a suposta conclus\u00e3o de Hiparco: &#8220;a lua est\u00e1 a 71 raios terrestres de dist\u00e2ncia da Terra&#8221;.<\/p>\n<p>Tenha em considera\u00e7\u00e3o as seguintes aproxima\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<ol>\n<li>\\(\\zeta &#8216; \\approx \\zeta \\)<\/li>\n<li>\\(D = D&#8217; + r\\)<\/li>\n<\/ol>\n<p><a href=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Helesponto-Alexandria-2a.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"12438\" data-permalink=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/?attachment_id=12438\" data-orig-file=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Helesponto-Alexandria-2a.png\" data-orig-size=\"1189,474\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Helesponto-Alexandria\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Helesponto-Alexandria-2a-1024x408.png\" class=\"aligncenter wp-image-12438 size-full\" src=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Helesponto-Alexandria-2a.png\" alt=\"Helesponto-Alexandria\" width=\"1189\" height=\"474\" srcset=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Helesponto-Alexandria-2a.png 1189w, https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Helesponto-Alexandria-2a-300x120.png 300w, https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Helesponto-Alexandria-2a-1024x408.png 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1189px) 100vw, 1189px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Para evitar\u00a0a sua procura, apresentam-se de novo\u00a0os dados conhecidos:<\/p>\n<ul>\n<li>Latitude de Helesponto:\u00a0\\({\\phi _H} = 41^\\circ \\)<\/li>\n<li>Latitude de Alexandria:\u00a0\\({\\phi _A} = 31^\\circ \\)<\/li>\n<li>Declina\u00e7\u00e3o da Lua:\u00a0\\(\\delta \u00a0= \u00a0&#8211; 3^\\circ \\)<\/li>\n<li>Paralaxe lunar:\u00a0\\(\\mu \u00a0= 0,1^\\circ \\)<\/li>\n<\/ul>\n<h5>Tarefa 4<\/h5>\n<p>Tente configurar a anima\u00e7\u00e3o seguinte com a solu\u00e7\u00e3o adiantada por Hiparco.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><script src=\"https:\/\/cdn.geogebra.org\/apps\/deployggb.js\"><\/script>\r\n<div id=\"ggbApplet\" style=\"margin: 0 auto;\"><\/div>\r\n<script>\r\nvar 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is3D=is 3D applet using 3D view, AV=Algebra View, SV=Spreadsheet View, CV=CAS View, EV2=Graphics View 2, CP=Construction Protocol, PC=Probability Calculator, DA=Data Analysis, FI=Function Inspector, PV=Python, macro=Macro View\r\nvar views = {'is3D': 0,'AV': 0,'SV': 0,'CV': 0,'EV2': 0,'CP': 0,'PC': 0,'DA': 0,'FI': 0,'PV': 0,'macro': 0};\r\nvar applet = new GGBApplet(parameters, '5.0', views);\r\nwindow.onload = function() {applet.inject('ggbApplet')};\r\n<\/script><\/p>\n<h5>Nota final<\/h5>\n<p>Sobre o c\u00e1lculo,\u00a0G. J. TOOMER refere:<\/p>\n<blockquote><p>From AH, \u0398, and \u03bc (\\(\\mu \u00a0= \\frac{1}{5} \\times \\frac{{360 \\times 60&#8242;}}{{650}}\\))\u00a0the triangle AHM is determined (in terms of r); and we find\u00a0\\(AM = D&#8217; \\approx 70r\\), and\u00a0\\(D = D&#8217; + r \\approx 71r\\).<\/p>\n<p>This is the distance of the moon at the time of the eclipse. To find the least distance of the moon, we have to reduce it by one or two earth radii. Hipparchus found 71r as the least distance. The small discrepancy is no doubt due to the approximations (in \\({\\phi _H}\\), \\({\\phi _A}\\), and \\(\\zeta &#8216;\\)) made above. By applying the ratio R : e = 3122+1\/2 : 247+1\/2, derived from his lunar model, Hipparchus found the greatest distance as 83r. The assumption that the eclipse took place in the meridian (which Hipparchus knew to be false) implies, however, that the distances must be greater than those computed (for as the moon moves away from the meridian, the angle \\({\\phi _H}\\), and hence D&#8217;, increases), so that 71r represents the minimum possible distance of the moon.<\/p><\/blockquote>\n<p><a href=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/?p=12430&amp;page=2\">Resolu\u00e7\u00e3o da Tarefa 1<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/?p=12430&amp;page=2\">Resolu\u00e7\u00e3o da Tarefa 3<\/a><\/p>\n<p>Fontes:<\/p>\n<ul>\n<li>Texto de\u00a0<a href=\"http:\/\/ifs.csic.es\/es\/personal\/eulalia.psedeno\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Eulalia P\u00e9rez Sede\u00f1o<\/a> (Instituto de Filosof\u00eda del CSIC, Madrid) e publicado em <a href=\"http:\/\/www.divulgamat.net\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">divulgaMAT<\/a>:\u00a0<a href=\"http:\/\/divulgamat.net\/divulgamat15\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=3350%3Ahiparco-de-nicea-180-ane-&amp;catid=37%3Abiograf-de-matemcos-ilustres&amp;directory=67&amp;showall=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Hiparco de Nicea (180 a.n.e. &#8211; ?)<\/a><\/li>\n<li>Texto de <a href=\"http:\/\/www.michaelbeeson.com\/index.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Michael Beeson<\/a> &#8211;\u00a0<a href=\"http:\/\/www.michaelbeeson.com\/interests\/GreatMoments\/Hipparchus.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">HIPPARCHUS MEASURES THE DISTANCE TO THE MOON<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20160412170305\/http:\/\/hbar.phys.msu.ru\/gorm\/ahist\/Hipparchus.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Escrito<\/a> (sobre Hiparco) (<a href=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20190118150102\/http:\/\/hbar.phys.msu.ru:80\/gorm\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Michael L. Gorodetsky<\/a>) de\u00a0G. J. TOOMER<\/li>\n<li>School of Mathematics and Statistics, University of St Andrews, Scotland:\u00a0<a href=\"http:\/\/www-history.mcs.st-and.ac.uk\/Biographies\/Hipparchus.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Hipparchus of Rhodes<\/a><\/li>\n<li>Encyclop\u00e6dia Britannica \u2013 <a href=\"http:\/\/www.britannica.com\/biography\/Hipparchus-Greek-astronomer\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Hipparchus<\/a><\/li>\n<li>Wikipedia \u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hipparchus\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Hipparchus<\/a><\/li>\n<li>Wikipedia \u2013 <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/On_Sizes_and_Distances\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">On Sizes and Distances<\/a><\/li>\n<li>Hellenic World encyclopaedia\u00a0\u2013\u00a0<a href=\"http:\/\/www.hellenicaworld.com\/Greece\/Person\/en\/Hipparchus.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Hipparchus<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.sites.hps.cam.ac.uk\/starry\/starrymessenger.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Starry Messenger<\/a> \u2013 <a href=\"http:\/\/www.sites.hps.cam.ac.uk\/starry\/hipparchus.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Hipparchus<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><!--nextpage--><\/p>\n<h5>Resolu\u00e7\u00e3o da Tarefa 1<\/h5>\n<blockquote><p><a href=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/funcaoCORDA-a.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"12439\" data-permalink=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/?attachment_id=12439\" data-orig-file=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/funcaoCORDA-a.png\" data-orig-size=\"586,362\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Fun\u00e7\u00e3o corda\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/funcaoCORDA-a.png\" class=\"alignright wp-image-12439\" src=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/funcaoCORDA-a-300x185.png\" alt=\"Fun\u00e7\u00e3o corda\" width=\"340\" height=\"210\" srcset=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/funcaoCORDA-a-300x185.png 300w, https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/funcaoCORDA-a.png 586w\" sizes=\"auto, (max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><\/a>Deduza a express\u00e3o \\({\\mathop{\\rm crd}\\nolimits} \\alpha = 2{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\left( {\\frac{\\alpha }{2}} \\right)\\), tendo em considera\u00e7\u00e3o que \\(\\cos \\left( {2\\theta } \\right) = {\\cos ^2}\\theta &#8211; {{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} ^2}\\theta \\).<\/p><\/blockquote>\n<p>Seja \\(r = 1\\). Logo, \\(A\\left( {1,0} \\right)\\) e \\(B\\left( {\\cos \\alpha ,{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\alpha } \\right)\\).<\/p>\n<p>Para todo o \\(\\alpha \u00a0\\in \\left[ {0^\\circ ,180^\\circ } \\right]\\), aplicando o Teorema de Pit\u00e1goras no tri\u00e2ngulo ret\u00e2ngulo [ABB\u2019] (B\u2019 \u00e9 a proje\u00e7\u00e3o ortogonal do ponto B sobre o eixo Ox) ou usando a f\u00f3rmula da dist\u00e2ncia entre dois pontos, vem:<\/p>\n<p>\\[\\begin{array}{*{20}{l}}{{\\mathop{\\rm crd}\\nolimits} \\alpha }&amp; = &amp;{\\overline {AB} }\\\\{}&amp; = &amp;{\\sqrt {{{\\left( {1 &#8211; \\cos \\alpha } \\right)}^2} + {{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} }^2}\\alpha } }\\\\{}&amp; = &amp;{\\sqrt {1 &#8211; 2\\cos \\alpha \u00a0+ {{\\cos }^2}\\alpha \u00a0+ {{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} }^2}\\alpha } }\\\\{}&amp; = &amp;{\\sqrt {2 &#8211; 2\\cos \\alpha } }\\\\{}&amp; = &amp;{\\sqrt {2 &#8211; 2\\cos \\left( {2 \\times \\frac{\\alpha }{2}} \\right)} }\\\\{}&amp; = &amp;{\\sqrt {2 &#8211; 2 \\times \\left( {{{\\cos }^2}\\left( {\\frac{\\alpha }{2}} \\right) &#8211; {{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} }^2}\\left( {\\frac{\\alpha }{2}} \\right)} \\right)} }\\\\{}&amp; = &amp;{\\sqrt {2 &#8211; 2 \\times \\left( {1 &#8211; {{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} }^2}\\left( {\\frac{\\alpha }{2}} \\right) &#8211; {{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} }^2}\\left( {\\frac{\\alpha }{2}} \\right)} \\right)} }\\\\{}&amp; = &amp;{\\sqrt {4 \\times {{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} }^2}\\left( {\\frac{\\alpha }{2}} \\right)} }\\\\{}&amp; = &amp;{2 \\times {\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\left( {\\frac{\\alpha }{2}} \\right)}\\end{array}\\]<\/p>\n<h5>Resolu\u00e7\u00e3o da Tarefa 3<\/h5>\n<blockquote><p>Tenha em considera\u00e7\u00e3o as seguintes aproxima\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<ol>\n<li>\\(\\zeta &#8216; \\approx \\zeta \\)<\/li>\n<li>\\(D = D&#8217; + r\\)<\/li>\n<\/ol>\n<p><a href=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Helesponto-Alexandria-2a.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"12438\" data-permalink=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/?attachment_id=12438\" data-orig-file=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Helesponto-Alexandria-2a.png\" data-orig-size=\"1189,474\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Helesponto-Alexandria\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Helesponto-Alexandria-2a-1024x408.png\" class=\"aligncenter wp-image-12438 size-full\" src=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Helesponto-Alexandria-2a.png\" alt=\"Helesponto-Alexandria\" width=\"1189\" height=\"474\" srcset=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Helesponto-Alexandria-2a.png 1189w, https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Helesponto-Alexandria-2a-300x120.png 300w, https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Helesponto-Alexandria-2a-1024x408.png 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1189px) 100vw, 1189px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Dados conhecidos:<\/p>\n<ul>\n<li>Latitude de Helesponto:\u00a0\\({\\phi _H} = 41^\\circ \\)<\/li>\n<li>Latitude de Alexandria:\u00a0\\({\\phi _A} = 31^\\circ \\)<\/li>\n<li>Declina\u00e7\u00e3o da Lua:\u00a0\\(\\delta \u00a0= \u00a0&#8211; 3^\\circ \\)<\/li>\n<li>Paralaxe lunar:\u00a0\\(\\mu \u00a0= 0,1^\\circ \\)<\/li>\n<\/ul>\n<\/blockquote>\n<p>A dist\u00e2ncia zenital da lua em H, \\(\\zeta &#8216;\\), \u00e9 aproximadamente igual a \\(\\zeta \\), sendo \\(\\zeta \u00a0= {\\phi _H} &#8211; \\delta \u00a0= 41^\\circ \u00a0+ 3^\\circ \u00a0= 44^\\circ \\).<\/p>\n<p>No tri\u00e2ngulo is\u00f3sceles [AOH], sabe-se que \\(A\\widehat OH = {\\phi _H} &#8211; {\\phi _A} = 10^\\circ \\). Logo, \\(A\\widehat HO = H\\widehat AO = \\frac{{180^\\circ \u00a0&#8211; 10^\\circ }}{2} = 85^\\circ \\).<\/p>\n<p>Assim, \\(\\theta \u00a0= 180^\\circ \u00a0&#8211; \\zeta &#8216; &#8211; O\\widehat HA \\approx 180^\\circ \u00a0&#8211; 44^\\circ \u00a0&#8211; 85^\\circ \u00a0\\approx 51^\\circ \\).<\/p>\n<p>O comprimento da corda [AH], em fun\u00e7\u00e3o de $r$, pode ser expresso por:<\/p>\n<p>\\[\\overline {AH} \u00a0= r \\times {\\mathop{\\rm crd}\\nolimits} \\left( {A\\widehat OH} \\right) = r \\times {\\mathop{\\rm crd}\\nolimits} \\left( {{\\phi _H} &#8211; {\\phi _A}} \\right) = 2r \\times {\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\left( {\\frac{{{\\phi _H} &#8211; {\\phi _A}}}{2}} \\right)\\]<\/p>\n<p>Por aplica\u00e7\u00e3o da lei dos senos no tri\u00e2ngulo [AHM], temos:<\/p>\n<p>\\[\\begin{array}{*{20}{c}}{\\frac{{\\overline {AH} }}{{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\mu }} = \\frac{{D&#8217;}}{{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\theta }}}&amp; \\Leftrightarrow &amp;{D&#8217; = \\overline {AH} \u00a0\\times \\frac{{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\theta }}{{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\mu }}}\\end{array}\\]<\/p>\n<p>Pelas duas rela\u00e7\u00f5es anteriores, vem:<\/p>\n<p>\\[D&#8217; = 2r \\times {\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\left( {\\frac{{{\\phi _H} &#8211; {\\phi _A}}}{2}} \\right) \\times \\frac{{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\theta }}{{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\mu }}\\]<\/p>\n<p>Substituindo os valores conhecidos na f\u00f3rmula anterior, temos:<\/p>\n<p>\\[D&#8217; = 2r \\times {\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\left( {\\frac{{41^\\circ \u00a0&#8211; 31^\\circ }}{2}} \\right) \\times \\frac{{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} 51^\\circ }}{{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} 0,1^\\circ }} \\approx 77,6 \\times r \\approx 78 \\times r\\]<\/p>\n<p>Este valor est\u00e1 substancialmente afastado do referido no texto.<\/p>\n<p>Considerando, agora, um valor mais preciso da paralaxe lunar (\\(\\mu \u00a0= \\frac{1}{5} \\times \\frac{{360 \\times 60&#8242;}}{{650}} \\approx 6,65&#8242; \\approx 0,11^\\circ \\)) referido no texto de G. J. Toomer, temos:<\/p>\n<p>\\[D&#8217; = 2r \\times {\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} \\left( {\\frac{{41^\\circ \u00a0&#8211; 31^\\circ }}{2}} \\right) \\times \\frac{{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} 51^\\circ }}{{{\\mathop{\\rm sen}\\nolimits} 0,11^\\circ }} \\approx 70,56 \\times r \\approx 71 \\times r\\]<\/p>\n<p>Este valor est\u00e1 mais pr\u00f3ximo do indicado em ambos os textos, resultando, neste caso, \\(D \\approx D&#8217; + r \\approx 72 \\times r\\).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/?p=12430\">Voltar<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"seriesmeta\">This entry is part 6 of 6 in the series <a href=\"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/?series=af-cfaoa\" class=\"series-640\" title=\"AF \u2013 CFAOA\">AF \u2013 CFAOA<\/a><\/div><p>Hiparco Tal como acontece com a maioria dos cientistas do per\u00edodo helen\u00edstico, muito pouco se sabe sobre a vida de Hiparco (cerca de 190 a.C. \u2013 120 a.C): apenas que ele nasceu em Niceia,&#46;&#46;&#46;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":21310,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[413,411,4,3],"tags":[412,419,9,80],"series":[640],"class_list":["post-12430","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-af-cfaoa","category-astronomia","category-ciencia-e-tecnologia","category-matematica","tag-astronomia","tag-hiparco","tag-historia-da-matematica","tag-matematica-2","series-af-cfaoa"],"views":10785,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/Hiparco_selo_520x245.png","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12430","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=12430"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12430\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/21310"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=12430"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=12430"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=12430"},{"taxonomy":"series","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.acasinhadamatematica.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fseries&post=12430"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}