Escola Secundária/3 da Sé-Lamego

Ficha de Trabalho

Matemática Aplicada às Ciências Sociais

Ano Lectivo 2002/03                                                                                                                    10.º Ano

O Paradoxo Eleitoral

 

 

 

 

 

Suponha que três pessoas – Adão, Baptista e Carrascão – concorrem à Presidência da República.

 

Uma sondagem indica que 2/3 preferem A a B e que 2/3 preferem B a C.

 

 

 

 

Deduz-se daqui que também preferem A a C?

 

?

(continua ð)

 

 

 

 


 

Não necessariamente! Se os eleitores ordenarem os candidatos da forma apresentada, surgirá um paradoxo desconcertante.

Demos a palavra aos candidatos para o apresentarem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sr. Adão: Dois terços dos eleitores preferem-me à Baptista.

 

Sr.ª Baptista: Dois terços dos eleitores preferem-me ao Carrascão.

 

 

 

 

 

 

 

Sr. Carrascão: Dois terços dos eleitores preferem-me ao Adão!

 

Este paradoxo, cuja origem remonta ao século XVIII, (por vezes designado por paradoxo de Arrow, em homenagem ao economista prémio Nobel Kenneth J. Arrow, que, a partir destas e outras considerações lógicas, demonstrou que um sistema eleitoral totalmente democrático é, em princípio, impossível) é um exemplo famoso de como pode surgir uma relação não transitiva quando as pessoas fazem escolhas aos pares.

      Este paradoxo eleitoral sobressalta-nos porque estamos à espera de que a relação prefere a seja transitiva. Se alguém prefere A a B e B a C, esperamos que prefira também A a C. Este paradoxo mostra que nem sempre se dá esse caso.

 

Considere um dado universo de entrevistados e distribua as suas preferências convenientemente por forma a exemplificar a ocorrência deste paradoxo.

 

 

 

 

Adaptação de O paradoxo eleitoral, Ah, Apanhei-te!, Martin Gardner, Gradiva, 1993

 

 

 

 

 

 

AMMA 2002                   Círculo de Estudos – Desenvolvimento do Programa de 10.º Ano de Matemática Aplicada às Ciências Sociais