Acção de Formação a Distância PROF2000
AF-18 - 2003

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Círculo de Estudos
Episódios da História da Matemática na Antiga Grécia:
Trissecção do Ângulo e Duplicação do Cubo

Formando
António Manuel Marques do Amaral
 E-mail: amma@mail.prof2000.pt
    
Página pessoal: http://www.prof2000.pt/users/amma



Reflexão Individual

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O formador, José Miguel Sousa, escreveu:

 

" A melhor forma de aprender qualquer coisa é descobrindo-a por si próprio.
Deixa-os aprender adivinhando.
Deixa-os aprender provando.
Não reveles todo o teu segredo de uma vez.
 Deixa-os adivinhar antes de o revelares.
Deixa-os descobrir por si próprios tanto quanto seja possível!"

George Polya [1]


      A lógica da formação na modalidade de Círculo de Estudos (e penso que em qualquer modalidade de formação de adultos) pressupõe que, no final da formação, cada um dos participantes elabore uma reflexão crítica individual. 

Assim, num texto livre (não use telegrama :-) sai caro) elabore uma reflexão crítica individual que deverá focar, entre outros, os seguintes aspectos:
    - Até que ponto este Círculo de Estudos sobre História da Matemática fortaleceu a sua autoconfiança; consolidou o espírito de grupo; a capacidade para interagir socialmente e para praticar a interdisciplinaridade; fomentou a pesquisa e o trabalho colectivos;
     - Que impacto terá esta formação, sobre História da Matemática, na sua actividade como docente. Os  resultados alcançados e as implicações para a mudança das suas práticas profissionais e/ou o seu desenvolvimento profissional.
      Note que, na reflexão também deverá constar a apreciação do seu trabalho, da sua participação nos momentos de chat e dos trabalhos efectuados (publicados ou não).

Observação: Esta reflexão individual deverá ser publicada, na zona de trabalhos, impreterivelmente, até ao dia 31 de Dezembro de 2003.   

[1] Polya, G. – How to Solve It, 2ª Ed., Princeton University Press, Princeton, New Jersey, 1985.

 

Nos programas dos Ensino Básico e Secundário, a História da Matemática aparece desde alguns anos como um tema transversal, que devia ser integrado de forma harmoniosa nos outros temas. Infelizmente, a preparação da generalidade dos professores nesta matéria é muito reduzida ou nula – que é o meu caso –, e os programas adiantam poucas referências significativas que possam suportar actividades da História da Matemática. Por seu lado, a generalidade dos manuais escolares pouco acrescentam, limitando-se alguns a fazer uma ou outra referência histórica que é insuficiente para que o professor, que desconhece o assunto, possa desenvolver actividades com os seus alunos.

Por isso, a oferta de frequência de uma acção de formação com origem num “problema em comum: como fazer, como concretizar, episódios da História da Matemática na sala de aula?” era uma dádiva a não desperdiçar.

Parti para este Círculo de Estudos com uma ignorância absoluta – mas neste momento também não é muito menor – sobre como fazer, como concretizar, episódios da História da Matemática na sala de aula. Aliás, julgo até que natural, pois se se não conhece episódios da História da Matemática como é possível concretizá-los na sala de aula?

O desenvolvimento do Círculo de Estudos assente no pensamento de George Polya acima transcrito, no meu entender, foi uma estratégia de sucesso, porquanto permitiu tornar evidente a minha ignorância, inclusivamente sobre assuntos que são repetidamente evocados (mas pouco mais do que isso), tais como geometria euclidiana e os três problemas clássicos da Antiga Grécia. Fui obrigado a fazer muitas leituras e pesquisas (a maior parte em língua estrangeira, o que ainda complica mais a aprendizagem), a estudar o manual do Cinderella, a alterar diversos sketches do GSP por forma a funcionarem em java, etc.. Enfim, fui também obrigado a aprender adivinhando...

Tentei sempre dar a minha melhor contribuição nas tarefas propostas durante este Círculo de Estudos, participando com interesse nas sessões de chat, fazendo as leituras extra sessão, contribuindo com algumas ideias no fórum, indicando no Catálogo algumas ligações para páginas com interesse sobre os assuntos tratados, resolvendo os exercícios e os trabalhos propostos. Estes, tentei construí-los de maneira a que se evidenciasse o percurso da minha aprendizagem, por forma a explicar as ideias subjacentes às actividades propostas e, também, no sentido de poderem ser úteis a quem a eles aceda, como documentos facilitadores da efectiva implementação de episódios de História da Matemática na sala de aula.

Este Círculo de Estudos fomentou no grupo a pesquisa e o trabalho colectivos, promoveu a prática da interdisciplinaridade (várias vezes troquei impressões com colegas da disciplina de História) e fortaleceu a minha autoconfiança. Estou mais rico, pois sobre assuntos de referência circunstancial passei a conhecê-los melhor, por os ter estudado e ter aprendido com eles. Os diversos assuntos foram apresentados e trabalhados com o formador e colegas com alguma profundidade, ficaram ideias e sugestões para uma mudança das nossas práticas e desenvolvimentos profissionais. Se funcionam? Há que experimentar! Se não funcionarem, ... eventualmente será apenas necessário alterar um ou outro pormenor de concretização...

 

Para terminar, muito obrigado ao nosso formador, o José Miguel Sousa, pela sua dedicação, o seu entusiasmo, a sua sabedoria, a sua partilha e a sua disponibilidade, nesta acção de formação que foi uma mais valia para todos nós. Ao Centro de Formação Beira Serra agradeço ter promovido este Círculo de Estudos. A todos os colegas deste grupo de trabalho, agradeço a sua partilha e o seu contributo na minha formação.

Bem haja a todos.

 

Lamego, 23 de Dezembro de 2003

       

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


     

 

 

Actualizada em
 23-12-2003