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A Acção de Formação "A Escola em Rede - organização de uma Intranet escolar" Relatório[A Acção] Algum do trabalho desenvolvido: A Acção
A Acção de Formação "A Escola em Rede - organização de uma Intranet escolar", promovida pelo Centro de Formação Concelhio do Fundão, decorreu entre 29 de Setembro e 10 de Novembro de 2001 e foi desenvolvida durante 7 sessões, sendo três delas presenciais. Esta Acção de Formação, destinada a Professores do Ensino Básico e Secundário especialmente Professores dinamizadores de projectos baseados na utilização das TIC, dinamizadores de clubes escolares, responsáveis pelas bibliotecas escolares, Directores de Turma, Responsáveis pelos Órgãos de Gestão, etc., pretendia prosseguir os seguintes objectivos:
-
Criar um espaço de partilha de experiências e conhecimentos entre
professores; -
Identificar mudanças induzidas pela utilização das Tecnologias da
Informação na Sociedade; -
Reflectir acerca do papel da escola e das TIC na sociedade actual; -
Partilhar práticas de utilização das TIC na Escola; -
Identificar os componentes de uma rede local de computadores
(equipamento e serviços); -
Reconhecer as vantagens decorrentes da partilha de informação e de
periféricos; -
Aprender a instalar um servidor de conteúdos; -
Organizar e produzir informação hipermédia para a comunidade escolar.
Os conteúdos da Acção de Formação "A Escola em Rede - organização de uma Intranet escolar" foram os seguintes: As
TIC na Escola e na Sociedade ·
Novos
paradigmas da Sociedade da Informação: A Globalização,Comunidades
virtuais, teletrabalho, comércio electrónico ·
A Escola - Comunidade local no contexto global As
TIC na Escola ·
Identificação de sectores produtores de informação na escola: Serviços
Administrativos; Órgãos
de Gestão; Biblioteca; Direcção
de Turma; Clubes
Escolares; etc. ·
Arquitectura de rede ·
Serviços ·
programa servidor, ·
a
produção de conteúdos e a sua estruturação
Durante a acção foram criadas situações de aprendizagem que permitiram explorar metodologias de trabalho colaborativo e de trabalho autónomo na construção dos conhecimentos, tendo o participante: -
efectuado uma familiarização prévia com todos os programas de acesso
ao curso e ao sistema; -
sido acompanhado permanente pelos Formadores; -
estado "on-line" durante 25 horas, utilizando a plataforma de
formação no âmbito do programa PROF2000; -
desenvolvido muito mais do que 25 horas de auto-formação, tendo em
vista a produção de conteúdos, pesquisa e resolução de casos de
estudo.
A Página da Escola
As tecnologias de informação e comunicação abrem
óptimas oportunidades de reduzir a distância entre países desenvolvidos e em
desenvolvimento, estreitando a ligação e intercâmbio entre comunidades
científicas e educacionais. A expansão das redes telemáticas possibilita a
aproximação de pessoas e organizações na permuta de informação para construir
novo conhecimento e saber... ...Também nos outros níveis de ensino se deve
fomentar este intercâmbio internacional, incentivando as escolas a aderirem a
redes de escolas a nível europeu e internacional. Esta é uma forma de
desenvolverem projectos comuns, obrigando os alunos a dominarem outras línguas,
a tomarem consciência da sua cultura e das suas diferenças, a cultivarem um
espírito de abertura na relação com os outros. De igual modo, se devem fomentar
redes de escolas e instituições do ensino superior, a nível nacional, numa
perspectiva de apoio e transferência de conhecimento pedagógico e tecnológico
nas diferentes áreas disciplinares. In Livro
Verde Para a Sociedade da Informação em Portugal Não é simples implementar uma Página da Escola. Mais difícil ainda é construí-la com base em critérios e pressupostos como os sustentados no documento para reflexão Critérios para a construção de uma homepage. Não, eventualmente, porque se reneguem esses mesmos princípios ou critérios, mas porque nem sempre estão garantidos na Escola alguns desses pressupostos. Assumir a página de escola como um serviço da escola e para a escola não basta apenas afirmá-lo, é necessário senti-lo e estar envolvido nesse serviço. A página da escola não se compra feita, nem tão pouco cresce por si. Também sabemos como é difícil o funcionamento na escola de grupos de trabalho de longa duração, a par das outras actividades e funções que lhes são exigidas, para já não falar das dificuldades que por vezes são sentidas na criação desses mesmos grupos. É, pois, perante vários condicionalismos que se terá de construir a Página da Escola. Internet e Intranet
A Página da Escola, como um serviço da escola e para a escola, terá sempre, entre outras vertentes, uma componente de divulgação de informação, tanto de domínio público como de âmbito restrito a utilizadores autorizados. Quanto à informação, não podemos esquecer que não basta estar identificado quem a produz para que esta fique automaticamente disponível e de fácil acesso aos mais diversos destinatários. Quantas vezes não fica esta informação (segundo as regras) arquivada em dossiers, que se vão amontoando e que ninguém conhece, e que não está disponível quando se pretende? Não podemos negar que será de prosseguir o objectivo de tentar facultar a informação de forma mais ampla e cómoda possível, como o é praticável em redes alargadas como a rede Internet. Contudo, disponibilizar informação para este tipo de rede é uma processo mais lento e complicado, que nem todos sabem ou desejam abraçar. A Intranet Escolar
Assim, enquanto não estiverem implementados um conjunto significativo de interfaces simples para publicação de informação na Página da Escola, uma Intranet, usando a ligação em rede dos computadores da escola, parece ser uma solução para facultar essa informação de forma muito fácil, ainda que de acesso menos alargado. Por outro lado, a Intranet tem também a previsível vantagem de poder vir a dar visibilidade a documentos que doutra forma permaneceriam desconhecidos de eventuais interessados, além de constituir um arquivo vivo e dinâmico de informação que outros (com essa incumbência) poderão, entretanto, dar a conhecer através da Página da Escola. Uma outra mais valia que se julga poder obter, consistirá no potencial mobilizador da Intranet Escolar para um maior incremento na utilização das TIC na escola, que pode, até ao momento, ser considerada insuficiente. É, pois, nesta perspectiva que se deve entender a proposta de criação da rede Intranet na escola, cujo âmbito e finalidades deverão ser ajustados à medida que a disponibilização da informação na rede Internet for alargada. Para uma primeira fase experimental, como base de trabalho para a organização da Intranet Escolar, poderemos considerar a grelha seguinte, que deve ser reformulada à medida que forem melhor precisados os impactos e as finalidades a atingir na Escola. Grelha
de apoio à organização da Intranet Escolar
a) Com destaque de destinatários privilegiados, sempre que possível. b) Deve ser garantida a confidencialidade da informação, mantendo-a inacessível a destinatárias não autorizados, assim como deve ser salvaguardado o cumprimento do formalismo legal vigente e das normas consagradas no Regulamento Interno da Escola. Estrutura de directorias a implementar na
Intranet Escolar
Com base na grelha de apoio acima apresentada, é a seguinte a estrutura de directorias já implementadas (experimentalmente e a título de aprendizagem) na Intranet Escolar:
Página de entrada da Intranet Escolar Para navegar na estrutura criada (simulação via Internet), clique
aqui. Esta estrutura de navegação, assim como a definição do conjunto de pastas será reajustado à medida que se for organizando a Intranet Escolar. Página Oficial da
Escola Reformulação da
Página da Escola (Versão Experimental)
AvaliaçãoA acção ultrapassou as expectativas. Além de ter promovido a reflexão sobre a utilização da tecnologias de informação, a Sociedade de Informação e a Escola, proporcionou também a aprendizagem da instalação de um servidor de conteúdos e a da produção de informação hipermédia dinâmica para a comunidade escolar, que naturalmente se irá repercutir favoravelmente na Escola e na minha prática profissional. O espírito de cooperação entre o grupo de trabalho, formandos e formadores, favoreceu significativamente a construção e consolidação dos conhecimentos e capacidades nesta área. Resta agradecer a todo este grupo de trabalho o seu contributo na minha formação nesta temática, ao Centro de Formação Concelhio do Fundão por a ter proporcionado e à Escola EB2/3 João Franco pela hospitalidade.
Fundão, 10 de Novembro de 2001 António Manuel Marques do Amaral |
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